Segunda entrevista com o candidato ao governo do Espírito Santo, Cláudio Paiva

Julio Huber

O jornal O Noticiário, em parceria com o portal Montanhas Capixabas e com o portal da Revista Negócio Rural, realizou a segunda rodada de entrevistas com os sete candidatos ao governo do Espírito Santo. As entrevistas serão publicadas individualmente, nesta quinta-feira (29) e sexta-feira (30).

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Os candidatos responderam as mesmas perguntas, e tiveram o mesmo limite de caracteres para cada resposta. As publicações diárias seguem a ordem alfabética dos nomes em que os candidatos estarão nas urnas. Abaixo, conheça um pouco mais sobre o candidato, e acompanhe as demais entrevistas.

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  • Cláudio Paiva – O terapeuta de 62 anos nasceu na cidade do Rio de Janeiro. Foi suplente de vereador de Guarapari em 2016 e candidato a prefeito da mesma cidade em 2020. O vice na chapa é o advogado Marco Aurelio, 44 anos, do mesmo partido.
  • Partido: PRTB
  • Número: 28
  • Vice-governador: Marco Aurelio
  • Partidos coligados: PRTB

O senhor tem algum projeto de melhorias das estradas do interior do Estado?

As estradas precisam de melhorias. O agricultor familiar precisa escoar a sua produção. Então, até chegar ao consumidor final, que somos nós, a produção passa pelas estradas. Agora é que o governo está falando que vai melhorar. Temos que dar valor ao homem do campo e vamos fazer obras em estradas do interior. 

O que o senhor pretende fazer para melhorar a segurança pública nos municípios capixabas?

Precisamos dar condições de vida aos policiais. Ele vive mal, ganha mal, come mal, e consequentemente, vai trabalhar mal. Hoje o salário dos policiais capixabas é o pior do Brasil. Na academia, o policial dá 200 tiros durante os treinamentos. Uma rajada de metralhadora de um bandido tem mais de 70 tiros. É preciso ensinar técnicas de abordagens, e dar condições para que ele possa estar nas ruas para defender a população. É preciso renovar as viaturas e o armamento. Hoje a defasagem é de três mil policiais.

A economia do Espírito Santo tem crescido acima da média do Brasil. O que pode ser feito para impulsionar ainda mais a economia do Estado?

Para destravarmos a economia, a primeira coisa a ser feita é dar condições para que o empresário possa montar a sua empresa no Estado. Hoje há uma dificuldade em emitir certidões e liberações do Iema. Quem quer montar uma empresa, muitas vezes espera dois anos para obter as licenças. Ele desiste e vai para outro Estado. O empresário empreendedor tem medo de empreender em um Estado socialista. Precisamos dar condição para ele investir e gerar emprego.

Quais são seus projetos para melhorar a qualidade do ensino público capixaba?

O ensino público passa por melhorias dos salários dos professores, além de treinamento. O professor precisa estar em sala de aula falando de matérias da grade curricular. Ele não pode de forma alguma estar na sala de aula defendendo ideologia que for, seja política, partidária ou de gênero. Quem define a educação sexual dos filhos são os pais. A escola precisa ensinar, educar é com os pais.

O que pode ser feito para ajudar os empreendedores no Espírito Santo a ampliarem seus negócios?

Infelizmente, temos instituições financeiras no Estado, como o Bandes e o Banestes, que são sistemas financeiros para atender os grandes. Vamos transformar o Banestes em um banco de fomento. Ele vai fomentar ao empreendedor, ao micro e pequeno empresário, para que ele possa colocar as suas ideias em prática. As exigências são muito grandes. O Bandes é a mesma coisa. O governador falou que o Estado tem dinheiro, então, é possível fazer muito. É fazer o social, não o socialismo.

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