Silas Brasileiro fala sobre o impacto da guerra para a cafeicultura

O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, escreveu um artigo para falar sobre os impactos da guerra iniciada pela Russia contra a Ucrânia para o mercado de café. Ele inicia o artigo dizendo que a entidade evita todo e qualquer comentário que não seja referente ao setor, seja sobre a indústria ou mercado.

“No entanto, como é normal quando acontece alguma ação que não é comum, há sempre um grande alarde, não faltam opiniões das mais diversas possíveis, sempre avassaladoras e emitidas de maneiras tenebrosas”, destaca Brasileiro. Leia abaixo o artigo, na íntegra.

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“O Conselho Nacional do Café (CNC) evita todo e qualquer comentário que não seja referente ao setor, seja sobre a indústria ou mercado. No entanto, como é normal quando acontece alguma ação que não é comum, há sempre um grande alarde, não faltam opiniões das mais diversas possíveis, sempre avassaladoras e emitidas de maneiras tenebrosas.

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O presidente da Rússia, Vladimir Vladimirovitch Putin, se dá o capricho de massacrar um país que corresponde, em tamanho, ao estado de Minas Gerais, invadindo a vizinha Ucrânia, muito embora com um exército infinitamente maior e com território duas vezes superior ao tamanho do Brasil, atacando alvos civis e militares. Não poupa vidas, seja de crianças, mulheres, homens e idosos de qualquer gênero, destruindo assim, edifícios – que além de históricos terão custo altamente elevados para reconstruções necessárias (se é que isso seja possível).

Mas, vamos a algo que diretamente atingiu o mundo e no Brasil também não poderia ser diferente, que é o custo de vida para manutenção da mesa de todos nós. Como acontece em cada catástrofe ou ambiente desfavorável, sempre vem aqueles que ao invés de amenizar a crise dão destaque negativo especial que torna o ambiente ainda mais sombrio de uma forma exagerada.

Temos consciência de que principalmente os fertilizantes serão afetados, porém parcialmente, e não na amplitude que querem dar. Quanto aos agroquímicos ou pesticidas, também a elevação dos custos foi além de qualquer previsão. Em 2022, podemos afirmar que as correções feitas fugiram do controle, alcançando preços quase que proibitivos. Portanto, o reflexo é muito menor daquele que se propaga. Já vimos o barril de petróleo chegar a ser cotado em U$ 155. Além disso, já vivemos uma inflação interna de 84%.

Concluindo, afirmamos que teremos as condições necessárias para o enfrentamento dos efeitos dessa guerra. No entanto, mais do que nunca, se faz necessário enfrentar o desafio que nos é apresentado, de cabeça erguida, acreditando que tudo isso será passageiro e, assim, continuar avançando com nossos objetivos voltados sempre a um trabalho dedicado e mais eficiente do que nunca. Não temos condição de darmos a boa notícia de que a guerra terminou, mas podemos acreditar em nós mesmos para enfrentar esses desafios e contar com a estrutura que nossas cooperativas oferecem aos produtores de café do Brasil”.

Fonte: CNC

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