Tecnologia de irrigação transforma produção de mudas de café

A cafeicultura brasileira vive uma mudança silenciosa, mas estratégica: o investimento em tecnologia já não começa apenas na lavoura, e sim na origem de todo o sistema produtivo — a muda. Viveiros passam a incorporar soluções avançadas de irrigação e automação para garantir plantas mais uniformes, resistentes e preparadas para entregar maior desempenho no campo.
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Esse movimento ganha força com a implantação de um viveiro de alta tecnologia em Itamaraju, no extremo sul da Bahia. O projeto reúne automação, fertirrigação e controle digital dos processos, elevando o padrão da produção de mudas e reforçando uma tendência crescente de profissionalização da cadeia cafeeira.
Responsável pelo sistema de irrigação, a Hydra Irrigações — primeira revenda Netafim do Brasil — participa da estruturação técnica da nova unidade do Viveiro Babilon, que amplia suas operações para fora do Espírito Santo. A escolha da Bahia leva em consideração o potencial produtivo da região e a logística mais eficiente para distribuição das mudas.
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Com planejamento voltado para escala e qualidade, o viveiro foi dimensionado para produzir até 6 milhões de mudas por etapa, podendo alcançar 12 milhões ao ano. Toda a produção será baseada na tecnologia paperpot, método que favorece o enraizamento e contribui para maior uniformidade das plantas, característica cada vez mais valorizada pelos cafeicultores.
O diferencial do projeto está no nível de precisão do manejo hídrico e nutricional. Equipamentos conectados permitem monitoramento remoto e ajustes em tempo real no fornecimento de água e nutrientes, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência do processo produtivo.
Na prática, isso significa menos perdas durante a formação das mudas, maior padronização e ganhos diretos quando as plantas chegam ao campo. Lavouras iniciadas com mudas de alta qualidade tendem a apresentar melhor pegamento, desenvolvimento mais equilibrado e menor ocorrência de problemas ao longo do ciclo produtivo.
As obras da unidade começaram em dezembro de 2025 e seguem em implantação gradual. Parte da estrutura já opera com mudas em desenvolvimento, enquanto a previsão é de que o viveiro esteja totalmente concluído até o fim de março de 2026.
A chegada de tecnologias avançadas aos viveiros sinaliza uma nova fase da cafeicultura brasileira, em que inovação e planejamento começam antes mesmo do plantio. Ao investir na base da produção, o setor busca mais produtividade, estabilidade e competitividade no longo prazo.
Fonte: Vera Caser Comunicação
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