Uma rota de sabor que preserva a alma de Venda Nova do Imigrante

Quem visita Venda Nova do Imigrante se apaixona por um sabor que parece ter memória: o socol. Curado, aromático e cheio de história, ele vai além de um embutido artesanal feito com lombo suíno. O socol é uma herança viva das famílias de origem italiana, um símbolo de afeto, identidade e pertencimento. E agora, tem endereço certo: nasceu a Rota e o Território do Socol.
Andar por essa rota é como caminhar por uma linha do tempo. Sete famílias produtoras estão registradas hoje na Associação dos Produtores de Socol de Venda Nova do Imigrante (Assocol). Todas elas seguem à risca o modo de preparo ancestral: carne temperada, curada ao vento e ao tempo das montanhas. É nesse cuidado, passado de geração em geração, que mora o segredo.
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“O socol é um produto histórico das famílias de Venda Nova presente em todas as mesas nos momentos mais importantes. Hoje, além de estar nas casas, ele ganhou o mundo como iguaria de valor cultural e gastronômico”, conta o presidente da Assocol, Lorenzo Carnielli.
A Indicação Geográfica (IG), conquistada em 2019, reconhece oficialmente o que os venda-novenses sempre souberam: o socol feito ali é único. A IG delimita o território onde ele pode ser produzido segundo regras específicas, garantindo autenticidade e origem. É um selo de confiança para quem compra e um escudo de proteção para quem produz.
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SINALIZAÇÃO – Mas esse reconhecimento não ficou só no papel. Agora, o território da IG também está sinalizado com placas instaladas pela prefeitura, tornando visível o que antes era apenas imaginado. “Foi uma forma de trazer mais notoriedade e chamar a atenção das pessoas de que elas estão aqui nesse território único, super pequeno, que produz essa iguaria que é o Socol de Venda Nova”, diz Lorenzo.

O projeto da Rota do Socol, aprovado por lei municipal, conecta esses produtores e empreendimentos locais ao turismo de experiência. É um convite para quem deseja provar o sabor das montanhas e, ao mesmo tempo, conhecer quem mantém viva essa tradição. Boa parte da rota se sobrepõe ao Distrito Turístico de Pindobas, reforçando a vocação da região para o turismo rural e gastronômico.
Cada fatia de socol carrega uma história e, para muitas famílias, também garante o sustento. “É uma forma de renda, de valorização da cultura italiana e das pessoas que mantiveram essa tradição. Os visitantes que chegam querem levar um sabor daqui das montanhas para casa. E encontram isso no socol”, afirma Lorenzo.
Mais do que um produto, o socol é um elo. Une passado e presente, terra e mesa, cultura e economia. Quem percorre essa rota volta para casa com um pedacinho de Venda Nova não apenas no paladar, mas no coração.
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