Fotos: Arquivo Aves

A confirmação de um caso da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, em Santa Catarina, levou a Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES) a reforçar a orientação para que produtores capixabas mantenham os protocolos de prevenção nas propriedades. A ocorrência foi confirmada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 18 de outubro.

A doença de Newcastle é uma infecção viral que afeta aves domésticas e silvestres. Dependendo da cepa do vírus, pode provocar problemas respiratórios, alterações digestivas e neurológicas, queda na produção de ovos e mortalidade entre as aves. A enfermidade representa uma ameaça à sanidade dos plantéis e pode causar prejuízos à produção avícola.

O caso em Santa Catarina foi identificado durante uma investigação epidemiológica do Serviço Veterinário Oficial do estado e confirmado por exames laboratoriais realizados no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP).

Segundo o Mapa, a granja foi interditada, com suspensão da movimentação de aves. As medidas de controle, contenção e erradicação estão sendo adotadas conforme os protocolos sanitários oficiais.

Em comunicado divulgado em 19 de outubro, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) e o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado de Santa Catarina (Sindicarne-SC) informaram que acompanham a ocorrência junto às autoridades. De acordo com as entidades, o vírus foi detectado sem manifestação de sinais clínicos nas aves do estabelecimento.

Como prevenir a doença nas granjas

Diante da ocorrência, a AVES reforça a importância da biosseguridade, conjunto de medidas adotadas para reduzir o risco de entrada e disseminação de agentes infecciosos nas granjas.

Diante da ocorrência, a AVES reforça a importância da biosseguridade, conjunto de medidas adotadas para reduzir o risco de entrada e disseminação de agentes infecciosos nas granjas.

Entre os cuidados estão o controle de acesso de pessoas e veículos às propriedades, a limpeza e desinfecção de instalações e equipamentos e o cumprimento dos protocolos sanitários. A associação também orienta os produtores a monitorar as condições de saúde das aves e comunicar imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial qualquer suspeita de doença de notificação obrigatória.

A vigilância deve abranger outras enfermidades que afetam a avicultura, como a influenza aviária. A prevenção depende da aplicação contínua das medidas sanitárias e da colaboração entre produtores, responsáveis técnicos e autoridades veterinárias.

Produtos avícolas inspecionados são seguros para consumo

Segundo o Mapa, os produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanecem seguros para o consumo, sem contraindicações relacionadas à ocorrência comunicada.

A detecção do vírus exige medidas de defesa sanitária para conter a disseminação da doença e proteger a produção. A AVES informou que continuará acompanhando as informações divulgadas pelas autoridades e orientando os produtores capixabas sobre os cuidados necessários para manter a sanidade dos plantéis.

Fonte:Aves