Espírito Santo mantém liderança nacional na produção de pimenta-do-reino, aponta estudo

Foto: Incaper

Um estudo divulgado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) reforça a posição de destaque do Espírito Santo na cadeia produtiva da pimenta-do-reino. Intitulada “O Contexto Econômico e Ambiental da Pimenta-do-reino 2026”, a publicação analisa a evolução da cultura no Brasil e destaca o protagonismo capixaba na produção nacional, além do crescimento econômico e das perspectivas para o mercado externo.

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Considerada uma das principais commodities agrícolas do mundo, a pimenta-do-reino possui forte participação no comércio internacional. Entre 1988 e 2024, a produção brasileira mais que dobrou, passando de 59,4 mil para 124,9 mil toneladas, crescimento de 110,3%, consolidando o país entre os maiores produtores e exportadores globais.

Nesse cenário, o Espírito Santo permanece na liderança nacional, respondendo por 58,8% de toda a produção brasileira. O Pará aparece na segunda colocação, com 41,6 mil toneladas produzidas e participação de 33,3% do volume nacional, sendo o único entre os cinco maiores estados produtores a registrar crescimento entre 2023 e 2024, com avanço de 9,1%.

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O levantamento também destaca a concentração da produção paraense em municípios como Tomé-Açu, Baião e Igarapé-Açu, que figuram entre os dez maiores produtores do país. Baião apresentou o maior crescimento percentual do período, com expansão de 61% na produção em apenas um ano.

Valor da produção cresce mais de oito vezes em três décadas

Além da expansão do volume produzido, a cadeia da pimenta-do-reino registrou forte valorização econômica. Entre 1994 e 2024, o valor bruto da produção nacional passou de R$ 403,7 milhões para aproximadamente R$ 3,6 bilhões, um crescimento acumulado de 810,2%, equivalente a uma taxa média anual de 11,8%.

Somente entre 2023 e 2024, o valor da produção aumentou 107,4%, atingindo o maior patamar da série histórica. Segundo o estudo, o resultado foi impulsionado pela valorização dos preços internacionais, pelos efeitos climáticos sobre a oferta e pela manutenção da demanda aquecida no mercado.

Os cinco principais estados produtores concentraram mais de 99% do valor da produção brasileira em 2024. O Espírito Santo manteve a liderança nacional, enquanto o Pará respondeu por cerca de 34% do valor total gerado pela cultura.

Mercado externo segue aquecido

No comércio internacional, a pimenta-do-reino brasileira continua encontrando espaço em mercados estratégicos. Em 2025, o preço médio de exportação alcançou US$ 6,7 por quilo no Pará e US$ 6,1 por quilo no restante do país, abaixo do pico histórico registrado entre 2011 e 2016, quando a cotação chegou a US$ 9 por quilo.

A Alemanha foi o principal destino das exportações brasileiras no ano passado, com 3.734 toneladas embarcadas, equivalente a 23,5% do total. Em seguida aparecem Vietnã, com 20,3%, e Países Baixos, com participação de 11%.

Por continente, a Europa permaneceu como o principal mercado consumidor da pimenta-do-reino brasileira, concentrando 40,6% das exportações em 2025. O continente africano também ganhou relevância, registrando crescimento de 37,8% nos embarques em relação ao ano anterior, consolidando-se como um mercado com potencial de expansão para o setor.

Fonte:Fapespa

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