Workshop destaca a força do agro brasileiro e o papel do jornalismo

Foto: Angela Ruiz

Debate apontou desafios do agro frente às mudanças climáticas, defende métricas tropicais e reforça o papel do jornalismo na COP30

Angela Ruiz

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A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) em parceria com a Bayer, realizaram em São Paulo, o 2º Workshop para Jornalistas. Nesta edição, que teve como tema “Mudanças Climáticas e Agricultura”, foi
apresentado um panorama das últimas edições da Conferência das Partes sobre o Clima (COP) e o papel do Brasil nas negociações. Em novembro, o país será sede da COP30, em Belém (PA), em um momento considerado sensível da geopolítica internacional e o desafio do Brasil será romper os impasses e
avançar em acordos e ações.

Temas como mercado de carbono, energia, emissões globais dos gases do efeito estufa, segurança alimentar foram abordados ao longo de todo o workshop. Nesse cenário, foi apresentado também o documento “Agronegócio frente às Mudanças Climáticas”, Posicionamento do Setor para a COP30. O
estudo propõe o setor agropecuário como agente ativo nas estratégias de adaptação e mitigação, alinhado a preservação ambiental com destaque para práticas que reduzem emissões e aumentam a resiliência dos sistemas produtivos.

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Durante o evento, especialistas do setor chamaram atenção para a incompatibilidade das métricas globais utilizadas para medir a sustentabilidade agrícola, principalmente no que diz respeito às emissões e uso de insumos no campo.

“As métricas que vêm do hemisfério Norte não refletem a nossa realidade tropical. Comparar o uso de fertilizantes por hectare, sem considerar o número de safras, coloca o Brasil em desvantagem no debate
climático”, afirmou Renato Rodrigues, head de Agronegócio da TerraDot.

Enquanto países temperados produzem uma safra por ano, o Brasil chega a realizar até três, o que naturalmente implica maior uso de fertilizantes e defensivos por área. Por isso, segundo os especialistas presentes, seria mais justo medir os insumos utilizados por tonelada produzida ou por safra — o que evidenciaria a alta produtividade e eficiência do agronegócio brasileiro, sustentado por ciência, inovação e tecnologia.

Políticas de Estado são chave para avanço sustentável

Outro ponto de consenso no workshop foi a importância de políticas públicas de longo prazo. Como exemplo, foi citado o programa RenovaBio, construído com base em métricas técnicas e científicas, que se tornou referência e passou a influenciar outros modelos de certificação para biocombustíveis.

Papel do jornalismo é importante para ampliar a comunicação assertiva

O encontro reforçou vários pontos importantes. A cadeia do Agro precisa reafirmar seu papel no cenário global, mostrando que é possível produzir alimentos preservar o meio ambiente e gerar desenvolvimento socioeconômico ao mesmo tempo. Para isso, o jornalismo tem um papel decisivo. Informar com clareza, embasamento técnico e responsabilidade. O mundo precisa conhecer o modelo produtivo brasileiro, seus avanços em sustentabilidade e os desafios.

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