Safra da maçã 2026 começa no Brasil com frutos maiores, mais doces e exportações em alta

A safra brasileira de maçã 2025/2026 será oficialmente aberta no próximo dia 7 de fevereiro, em Vacaria (RS), município reconhecido como um dos principais polos produtores da fruta no país. A cerimônia marca o início da colheita com boas notícias para o setor: além da previsão de um volume dentro da média histórica — entre 1,05 milhão e 1,15 milhão de toneladas —, os pomares devem entregar frutos de altíssima qualidade.
Graças às condições climáticas favoráveis durante o ciclo produtivo, os produtores registram maçãs com tamanho acima da média, excelente coloração, maior suculência e equilíbrio ideal entre acidez e doçura. Essas características não apenas garantem maior valor comercial, como também fortalecem a posição do Brasil no mercado internacional, onde a fruta já conquista espaço em países como Índia, Portugal, Irlanda, Emirados Árabes Unidos, Rússia, Reino Unido e Arábia Saudita.
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A cerimônia oficial será realizada no pomar da Rasip Agro, na zona rural de Vacaria, e reunirá produtores, lideranças do agronegócio, autoridades e representantes de entidades como a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), uma das promotoras do evento ao lado da Prefeitura de Vacaria. Após o evento, está prevista uma visita técnica à unidade da Embrapa na cidade, ampliando o diálogo entre a pesquisa e o campo.
Para o presidente da ABPM, Francisco Schio, a safra 2026 simboliza mais que uma retomada de bons volumes — é o reflexo da resiliência e da evolução tecnológica do setor. A maçã brasileira tem se destacado pelo alto nível de tecnificação, sustentabilidade e rastreabilidade, fatores que ajudam a consolidar a confiança dos mercados compradores e a fidelidade dos consumidores nacionais.
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Atualmente, a cadeia produtiva da maçã emprega cerca de 50 mil pessoas diretamente e gera outros 80 mil postos de trabalho indiretos, sobretudo nos estados do Sul do Brasil. Além do abastecimento do mercado interno, que depende fortemente da produção nacional, a expectativa é de crescimento nas exportações em 2026, com a meta de embarcar cerca de 60 mil toneladas da fruta para o exterior.
A qualidade da safra, aliada à estabilidade no volume colhido, também é estratégica para reposicionar a maçã brasileira após oscilações nas últimas safras. Com maior padronização, melhor conservação pós-colheita e certificações valorizadas, a fruta volta a ser destaque nas gôndolas e nas mesas dos brasileiros e de consumidores internacionais.
Fonte: Associação Brasileira de Produtores de Maçã
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