Brasil e China firmam cooperação tecnológica para pesquisa e produção de leite de jumentas

Foto: Divulgação

Brasil e China avançam em uma nova frente de cooperação científica voltada à criação de asininos, com foco especial na produção de leite de jumentas e no desenvolvimento de uma cadeia produtiva sustentável. A parceria envolve a Universidade Federal Rural de Pernambuco, a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco e o Departamento de Zootecnia e Tecnologia da Universidade de Agricultura da China, a mais antiga instituição de ensino agrícola do país asiático, fundada em 1905.

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Entre os dias 9 e 17 de janeiro, professores brasileiros estiveram na China para apresentar avanços obtidos em pesquisas sobre reprodução equídea e manejo produtivo de leite asinino. Durante a visita, foram ministradas palestras para estudantes chineses e realizadas visitas técnicas a fazendas e centros de pesquisa especializados em cria, recria e engorda de asininos. O intercâmbio foi articulado pelo professor Sheming Zang, referência internacional na área de reprodução equídea.

As instituições visitadas são reconhecidas pelo uso de tecnologias de ponta aplicadas à asininocultura, com sistemas altamente tecnificados de produção e pesquisa. A experiência permitiu aos pesquisadores brasileiros compreender melhor o modelo chinês, no qual a produção de leite é estratégica para a sustentação da cadeia de carne, garantindo o aproveitamento produtivo dos animais, em lógica semelhante à da bovinocultura no Brasil.

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No campo científico, a cooperação incluiu a troca de conhecimentos sobre biotecnologias reprodutivas avançadas, como congelamento de sêmen, produção de embriões e a técnica de ICSI, além de diferentes práticas de ordenha, com volumes que variam de 50 a 500 litros diários. A análise comparativa dos sistemas revelou que o modelo desenvolvido no semiárido brasileiro, especialmente na Caatinga, apresenta elevada viabilidade econômica quando comparado ao padrão adotado na China.

A agenda de cooperação terá continuidade nos próximos meses com a visita de pesquisadores chineses ao Brasil. Estão previstas palestras e atividades acadêmicas nas universidades pernambucanas, fortalecendo o intercâmbio científico e ampliando as possibilidades de transferência de tecnologia entre os dois países.

No Brasil, os estudos em andamento já apontam para resultados promissores. Pesquisas em biotecnologia reprodutiva devem acelerar a multiplicação dos rebanhos, enquanto investigações sobre métodos de pasteurização do leite asinino buscam preservar suas propriedades farmacológicas. Para os pesquisadores envolvidos, a parceria internacional consolida uma oportunidade estratégica para o crescimento da asininocultura brasileira, baseada em ciência, inovação e sustentabilidade.

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