Empresa cria nova divisão dedicada exclusivamente ao desenvolvimento de produtos para nutrição animal

Foto: Divulgação

O desenvolvimento de produtos para nutrição animal com uso de tecnologia é a proposta de uma nova divisão que foi apresentada ao mercado agro na última semana.  O objetivo da novidade é ampliar o uso de ciência aplicada na criação de tecnologias voltadas à produção pecuária. A iniciativa, da Agroceres Multimix, busca concentrar pesquisas, testes e validações de aditivos nutricionais capazes de gerar resultados consistentes em diferentes sistemas produtivos.

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Batizada de agCare, a unidade passa a atuar desde a pesquisa e desenvolvimento até a validação e comercialização de tecnologias voltadas ao agronegócio. A proposta é transformar conhecimento científico em soluções práticas para o campo, sustentadas por dados técnicos, consistência estatística e comprovação biológica. Com isso, a empresa pretende ampliar o desenvolvimento de especialidades dentro de uma área dedicada exclusivamente a esse tipo de produto.

De acordo com Ricardo Ribeiral, representante da empresa, a criação da divisão surgiu da necessidade de concentrar o desenvolvimento dessas tecnologias em uma estrutura específica. Segundo ele, produtos classificados como especialidades exigem um nível elevado de rigor científico em todas as etapas de desenvolvimento. “Quando se pensa em um aditivo nutricional, ele precisa entregar resultados por si só, independentemente do ambiente ou da nutrição em que será aplicado”, explicou.

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Validação em diferentes cenários

Segundo a empresa, os produtos desenvolvidos pela divisão passam por testes e validações em diferentes condições produtivas antes de serem disponibilizados ao mercado. O objetivo é garantir que os resultados obtidos em pesquisas possam ser reproduzidos nas propriedades rurais.

Cada tecnologia é avaliada quanto à segurança de aplicação, confiabilidade técnica e impacto produtivo, buscando oferecer soluções capazes de atender demandas reais da produção animal.

Parcerias com universidades

Para fortalecer o processo de pesquisa e validação científica, a empresa mantém parcerias com instituições acadêmicas e centros de pesquisa no Brasil e no exterior. Entre elas estão a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, a Universidade Federal de Viçosa, a Universidade Estadual Paulista, a Universidade Federal de Minas Gerais e a Kansas State University.

Segundo Filipe Zanferari, essas parcerias contribuem para aprofundar os estudos sobre mecanismos de ação das tecnologias e ampliar o conhecimento sobre suas respostas biológicas.

Investimentos em pesquisa

Nos últimos cinco anos, a empresa investiu cerca de R$ 80 milhões em pesquisa e desenvolvimento, com a realização de 274 estudos científicos que dão suporte ao portfólio atual de produtos.

Parte desses recursos também foi destinada à estrutura da nova divisão, que conta com laboratório específico para desenvolvimento de tecnologias e uma biofábrica destinada a experimentos com biológicos, eubióticos e simbióticos. Segundo Ribeiral, a divisão já inicia suas atividades com um portfólio amplo de especialidades voltadas à produção de suínos, aves e bovinos de corte e de leite.

Tecnologia voltada à suinocultura

Durante a apresentação da nova unidade, o nutricionista de suínos Felipe Norberto Alves Ferreira apresentou resultados de um dos produtos desenvolvidos pela divisão.

O aditivo Flavolac foi criado para estimular a produção de leite em fêmeas suínas durante o período de lactação. Segundo o pesquisador, a tecnologia permite aumentar a produtividade sem provocar desgaste corporal das matrizes.

O produto foi desenvolvido ao longo de dez anos de pesquisas e reúne um conjunto de aditivos nutricionais provenientes de sete países. A eficácia foi avaliada em 15 experimentos científicos, sendo oito realizados pela própria empresa e sete conduzidos por instituições externas.

Entre os resultados observados estão aumento da produção de leite, maior ganho de peso dos leitões, redução da mortalidade antes do desmame e menor mobilização corporal das matrizes.

Segundo a empresa, a nova divisão foi estruturada para apoiar os produtores na adoção de tecnologias nutricionais desenvolvidas com rigor científico e com maior previsibilidade de resultados nos sistemas produtivos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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