Espírito Santo avança na inspeção animal com nova regulamentação para frigoríficos

O Espírito Santo deu mais um passo na modernização da inspeção de produtos de origem animal. O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) reuniu, nesta segunda-feira (16), representantes de frigoríficos já registrados ou interessados no Serviço de Inspeção Estadual (SIE-ES) para discutir as novas regras de credenciamento de empresas que irão atuar no apoio à inspeção antes e depois do abate.
O encontro contou com a participação de entidades estratégicas do setor, como a Secretaria da Agricultura (Seag), o Sindicato da Indústria do Frio (Sindifrio), além de representantes da avicultura e da suinocultura capixaba. A proposta é estruturar um novo modelo operacional que amplie a eficiência dos processos sem comprometer o rigor sanitário.
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De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, a regulamentação prevê que os frigoríficos vinculados ao SIE/Idaf passem a contratar empresas credenciadas para executar atividades técnicas e operacionais ligadas à inspeção ante mortem e post mortem. Essas ações seguirão sob coordenação do serviço oficial, permitindo uma melhor organização das rotinas dentro das plantas industriais.
O novo formato também deve otimizar o trabalho dos fiscais estaduais, que poderão concentrar sua atuação em pontos mais críticos e estratégicos da cadeia produtiva. A expectativa é que a medida contribua para ampliar a oferta de alimentos de origem animal no mercado, mantendo os padrões de segurança e qualidade exigidos.
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Segundo o diretor-geral do Idaf, Leonardo Cunha Monteiro, a iniciativa busca alinhar o modelo estadual às diretrizes nacionais estabelecidas pelo Ministério da Agricultura, por meio da Portaria nº 861/2025. No entanto, ele reforça que a fiscalização continuará sendo uma atribuição exclusiva do poder público, realizada por profissionais habilitados.
A nova portaria estadual deve ser publicada até maio, consolidando um modelo mais moderno, eficiente e integrado à realidade do agronegócio capixaba.
Fonte: Idaf
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