Brasil puxa avanço e América do Sul desponta no mercado mundial de frutas
Foto: Freepik

A América do Sul deve assumir a liderança global nas exportações de frutas tropicais nos próximos anos, superando regiões tradicionais como a América Central e o Caribe. A projeção, baseada em dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, foi apresentada pelo sócio da Markestrat Agribusiness, Vinícius Cambaúva, durante o encerramento da Fruit Attraction São Paulo 2026, nesta quinta-feira (26), na capital paulista.
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Segundo Cambaúva, a projeção considera o crescimento das exportações de frutas como abacaxi, abacate, goiaba, mamão e manga. As estimativas da FAO indicam que o mercado global deve saltar de US$ 12,8 bilhões neste ano para US$ 15,7 bilhões até 2034.
Nesse cenário, a América Central e o Caribe devem registrar crescimento médio anual de 4,8%, enquanto a América do Sul terá um avanço mais acelerado, de 5,3% ao ano. Esse desempenho colocará a região na liderança mundial das exportações até 2034.
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Apesar de ser o terceiro maior produtor global de frutas, o Brasil ainda ocupa posições entre o 20º e o 24º lugar entre os maiores exportadores. Em 2025, a receita das exportações brasileiras somou US$ 1,45 bilhão, um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Entre os principais produtos exportados estão manga, melão, limões e limas e melancia.
EXPECTATIVA – Considerado o maior evento do setor de frutas e hortaliças do hemisfério Sul, a Fruit Attraction São Paulo reuniu, entre terça-feira (24) e quinta-feira (26), produtores, exportadores, compradores nacionais e internacionais, além de fornecedores, distribuidores, autoridades e entidades do setor. O encontro reforçou seu papel como plataforma global para o mercado de frutas no Brasil.
Na edição de 2025, organizada pela IFEMA MADRID e pela Fiera Milano Brasil, a feira recebeu mais de 16,3 mil visitantes, contou com 400 marcas expositoras de mais de 60 países e promoveu mais de 1,5 mil reuniões de negócios. O volume gerado ultrapassou R$ 1 bilhão em vendas, ocupando uma área de 15 mil metros quadrados — crescimento de 66% em relação a 2024.
Para 2026, a expectativa é de expansão. O CEO da Fiera Milano Brasil, Maurício Macedo, projeta que o volume de negócios fique entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão. “Acreditamos que as vendas realizadas na feira devem somar entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão”, afirmou.
Neste ano, entidades como Ceagesp, Abimaq, Ibrahort e Empapel se juntaram à Abrafrutas, apoiadora master do evento. A feira também conta com patrocínio do Sebrae. Os organizadores anunciaram ainda a renovação da parceria para a realização da Fruit Attraction São Paulo por mais sete anos, garantindo a continuidade do evento até 2033.
Fonte: Com Resultado
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