Pioneiro do Incaper e da Ceasa-ES, Osman Magalhães deixa legado no campo

Foto: Arquivo pessoal

A trajetória do engenheiro agrônomo Osman Francischetto de Magalhães, que faleceu aos 95 anos, nesta quarta-feira (22), deixa um legado profundo para o desenvolvimento do agro no Espírito Santo. Reconhecido por sua atuação ética e pelo compromisso com o serviço público, Osman foi uma das figuras centrais na estruturação de políticas agrícolas no estado, contribuindo diretamente para o fortalecimento da produção rural capixaba.

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Ao longo de sua carreira, Osman ocupou cargos estratégicos, como o de secretário de Estado da Agricultura entre 1974 e 1976, período em que ajudou a impulsionar iniciativas voltadas ao abastecimento e à organização do setor. Participou da idealização da Centrais de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa-ES) e esteve entre os fundadores do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão essencial para a difusão de tecnologia e inovação no campo.

Em reconhecimento à sua contribuição, uma das unidades do Incaper recebeu seu nome, homenagem concedida ainda em vida durante a gestão do então ex-governador Paulo Hartung.

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Entidades representativas, como o Sistema Fecomércio-ES, destacaram em nota de pesar não apenas a relevância profissional de Osman, mas também sua integridade e o respeito que conquistou ao longo de décadas de atuação. Ele é lembrado como um dos responsáveis por ajudar a moldar as bases do desenvolvimento agropecuário capixaba.

Mais do que os cargos que ocupou, Osman deixa a imagem de um homem dedicado à construção de um legado coletivo. Essa dimensão humana foi ressaltada pelo filho, Marcus Magalhães, em um relato sensível sobre os últimos dias do pai. Ao narrar a experiência de acompanhar a internação de Osman, Marcus destacou o papel silencioso e essencial de profissionais da saúde que prestaram atendimento com empatia e dignidade.

“São eles que permanecem, que acompanham, que seguram a mão quando a família não pode estar presente”, escreveu. O depoimento amplia o significado da despedida, conectando a história de Osman a uma reflexão sobre cuidado, humanidade e reconhecimento — valores que também marcaram sua própria trajetória.

Osman morreu em decorrência de uma pneumonia severa. Ele estava internado há 20 dias em um hospital da Grande Vitória. O legado de Osman Francischetto de Magalhães permanece vivo tanto nas instituições que ajudou a construir quanto nas pessoas que foram impactadas por seu trabalho. No campo e fora dele, sua contribuição segue como referência para as futuras gerações do agro capixaba.

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