Queda no preço da maçã puxa recuo nas frutas, enquanto hortaliças disparam nas Ceasas

Foto: Freepik

Queda no preço da maçã puxa recuo nas frutas, enquanto hortaliças disparam nas Ceasas

Bruno Caetano

Anúncio

Os preços da maçã no atacado recuaram nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país no último mês, refletindo o aumento da oferta com o avanço da colheita. Levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento(Conab) aponta queda média de 8,89% nas cotações.

O movimento está ligado à intensificação da colheita das variedades gala e fuji, que ampliou a disponibilidade da fruta no mercado. A expectativa para a safra também é positiva, favorecida pelas condições climáticas do último inverno, que garantiram o acúmulo adequado de horas de frio, fator essencial para o desenvolvimento e qualidade das maçãs.

Anúncio

Outras frutas também registraram recuo nos preços, mas em menor intensidade. A laranja teve queda de cerca de 2%, mesmo com a aproximação do fim da safra no cinturão citrícola. Já o mamão apresentou redução nas cotações em diferentes regiões, pressionado pelo aumento da oferta, especialmente da variedade papaya produzida no norte do Espírito Santo e no sul da Bahia.

Na contramão, banana e melancia ficaram mais caras. A banana registrou alta de 10,56% na média ponderada, impulsionada pela menor disponibilidade da variedade nanica em regiões produtoras importantes, mesmo com maior oferta da prata. Já a melancia subiu 10,81%, sustentada pela demanda aquecida em alguns mercados, mesmo com aumento da oferta.

Hortaliças

Entre as hortaliças, o cenário foi de forte alta. A batata acumulou elevação de 18,99%, influenciada pela redução dos envios de estados como Paraná e Bahia. O tomate teve disparada ainda mais intensa, com alta de 38,83%, refletindo a menor oferta após o esgotamento de áreas em ponto de colheita, resultado das altas temperaturas no fim de 2025.

A cebola também registrou aumento expressivo, com alta de 52,16%. A redução da oferta nacional, especialmente com o fim da safra em Santa Catarina, abriu espaço para a entrada do produto importado. Já a cenoura liderou as altas, com avanço de 59,15%, puxado pela menor disponibilidade e pelo aumento nos custos de transporte.

A alface seguiu tendência de valorização, com alta de 4,93%, influenciada pela redução de oferta e pela demanda aquecida, ainda impactada pelo calor.

No comércio exterior, o setor também apresenta avanço. Dados do Ministério do Desenvolvimento indicam que as exportações de hortigranjeiros somaram 337 mil toneladas no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 12% em relação ao mesmo período do ano passado. Em valor, a alta foi ainda maior, com faturamento de US$ 378,5 milhões — avanço de 18%.

O cenário reforça a volatilidade dos preços no mercado hortigranjeiro, com oscilações diretamente ligadas ao clima, à oferta e à dinâmica de produção nas principais regiões do país.

Fonte: Conab

Anúncio

Anúncio

Últimas notícias

Frutas brasileiras avançam na Índia e setor busca ampliar espaço em mercado de 1,4 bilhão de consumidores

Foto: Freepik A fruticultura brasileira deu mais um passo na estratégia de expansão ...

Prazo para agricultura familiar fornecer alimentos à rede estadual termina na próxima semana

Foto: Divulgação/Seag Cooperativas e associações da agricultura familiar interessadas em fornecer alimentos para ...

Após temporal devastador, produtor rural encontra no Sicoob força para continuar

Fotos: Julio Huber Texto: Julio Huber e Bruno Faustino Entre as montanhas de ...

Decreto cria tributação para filé de tilápia importado do Vietnã

Foto: Julio Huber O Governo de São Paulo oficializou um decreto que passa ...

Proposta dos EUA preserva café, carne e minério; confira os produtos que escapam da tarifa de 25%

Foto: Freepik A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa ...