Cooperativismo articula respostas ao avanço do endividamento no campo
Foto: Freepik

O aumento do endividamento rural entrou no radar de lideranças do cooperativismo, que passaram a discutir estratégias para enfrentar a pressão financeira sobre produtores em diferentes regiões do país. O tema ganhou força diante de um cenário marcado por custos elevados, instabilidade de mercado e impactos climáticos recorrentes.
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Em reunião recente, representantes do Sistema OCB e das Organizações Estaduais (OCEs) avaliaram que o problema não tem uma única causa. A combinação entre alta nos insumos, oscilações nos preços agropecuários e dificuldades climáticas tem comprometido a capacidade de pagamento, especialmente entre produtores pessoa física, onde os índices de inadimplência são mais elevados.
Segundo o gerente técnico e econômico do Sistema OCB, João Prieto, o modelo cooperativista tende a reduzir essa exposição. “Enquanto produtores individuais enfrentam maior vulnerabilidade financeira, o cooperativismo se mostra como uma ferramenta de resiliência, ao diluir riscos e ampliar o acesso a crédito e apoio técnico”, afirmou.
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O debate também reuniu representantes dos ramos agropecuário e de crédito, que defenderam maior integração entre diferentes frentes do setor para construção de soluções mais efetivas. A avaliação é que o enfrentamento do endividamento exige medidas coordenadas, tanto dentro das cooperativas quanto em articulação com políticas públicas.
No campo institucional, o avanço de propostas no Congresso e no Executivo também foi acompanhado de perto. Entre os temas em discussão estão mecanismos de renegociação de dívidas e ampliação de linhas de crédito, considerados pontos-chave para aliviar a pressão sobre o produtor.
Para a presidente do Sistema OCB, Tania Zanella, o momento exige respostas que combinem urgência e planejamento. “Estamos diante de um cenário que pede ações rápidas, mas também estruturantes. O cooperativismo tem mostrado, na prática, que pode contribuir ao ampliar o acesso ao crédito e fortalecer o produtor”, destacou.
Ao final do encontro, as entidades reforçaram a intenção de manter a articulação com o poder público e outras organizações do agro. A meta é avançar em medidas que garantam fôlego financeiro ao produtor e sustentem a atividade no campo, em um ambiente cada vez mais desafiador.
Fonte: Sistema OCB
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