BNDES anuncia novo aporte para produção de bioinsumos da agricultura familiar
Foto: Freepik

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quarta-feira (6) um novo ciclo do programa BNDES Bioinsumos, com R$ 40 milhões em recursos não reembolsáveis destinados a cooperativas e associações da agricultura familiar. O objetivo é ampliar a produção própria de bioinsumos e fortalecer práticas sustentáveis no campo.
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O anúncio foi realizado durante a 3ª Plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), em Brasília. Na ocasião, o banco também apresentou um balanço das ações voltadas à segurança alimentar. Segundo o BNDES, mais de R$ 2,4 bilhões já foram mobilizados entre 2023 e 2026 em iniciativas ligadas à produção sustentável de alimentos, inclusão produtiva e fortalecimento da agricultura familiar.
O novo edital dá continuidade à iniciativa lançada em 2025, que apoiou projetos de cooperativas voltados à produção e multiplicação de bioinsumos. Na primeira etapa, quatro projetos foram selecionados, totalizando R$ 20 milhões em investimentos. Agora, as propostas seguem para análise técnica antes da contratação.
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Os bioinsumos são produtos de origem biológica utilizados para melhorar o desenvolvimento e a proteção das lavouras. Entre eles estão microrganismos, biofertilizantes, compostos orgânicos e agentes naturais de controle de pragas. A proposta do programa é reduzir a dependência de insumos convencionais e ampliar o acesso da agricultura familiar a tecnologias sustentáveis.
“O BNDES Bioinsumos é uma iniciativa estratégica para fortalecer a agricultura familiar, ampliar a produção de alimentos saudáveis e reduzir a dependência de insumos convencionais”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
A diretora Socioambiental do banco, Tereza Campello, destacou que o objetivo é estruturar uma política contínua de apoio aos produtores. “Além de apoiar estruturas produtivas, queremos fortalecer capacidades locais, reduzir custos para quem produz alimentos e ampliar o acesso a tecnologias sustentáveis”, disse.
Segundo o banco, os mais de R$ 2,4 bilhões mobilizados nos últimos anos incluem recursos do Fundo Amazônia, organismos internacionais e do Fundo Socioambiental do BNDES. Os investimentos foram direcionados a programas voltados à agricultura familiar, recuperação de áreas degradadas, abastecimento alimentar, acesso à água e fortalecimento de cooperativas.
Entre os programas citados estão o Sertão Vivo, voltado à adaptação climática e produção de alimentos no Semiárido; o Amazônia na Escola, que conecta agricultura familiar à alimentação escolar; e o Coopera + Amazônia, focado no fortalecimento de cooperativas da sociobiodiversidade.
O BNDES informou ainda que as organizações que não foram contempladas no primeiro ciclo do edital poderão participar novamente da nova chamada pública, prevista para os próximos meses.
Fonte: BNDES
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