El Niño volta e acende alerta para a próxima safra de soja no Brasil

Foto: Imnet

O retorno do fenômeno climático El Niño foi confirmado nesta semana pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e já preocupa produtores rurais em diferentes regiões do País. A previsão é que o fenômeno se estenda até fevereiro de 2027, influenciando diretamente o desenvolvimento da safra de soja 2026/27 e alterando o padrão das chuvas em importantes áreas agrícolas brasileiras.

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De acordo com as projeções meteorológicas, o El Niño deve ganhar intensidade durante a primavera e o verão, aumentando o risco de irregularidade nas precipitações e de ondas de calor mais intensas. O cenário é especialmente preocupante para produtores do Centro-Oeste e Sudeste, que podem enfrentar dificuldades no início do plantio da soja.

A expectativa é que os meses de setembro e outubro apresentem condições climáticas semelhantes às observadas em 2023, quando a falta de chuvas regulares atrasou a semeadura em diversas regiões produtoras. Diante desse cenário, especialistas recomendam cautela no planejamento das atividades de campo e atenção às janelas ideais de plantio.

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A orientação é que os produtores acompanhem as atualizações meteorológicas e considerem uma possível regularização das chuvas apenas na segunda quinzena de outubro e no início de novembro. Até lá, o risco de instabilidade climática pode impactar o calendário agrícola e exigir ajustes no manejo das lavouras.

Enquanto parte do País se prepara para enfrentar os efeitos do El Niño, a região Sul segue sob influência de sistemas que favorecem a ocorrência de chuvas expressivas. Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul podem registrar acumulados superiores a 100 milímetros em apenas cinco dias, impulsionados pela atuação de ciclones extratropicais.

A previsão também indica avanço da umidade para áreas do sul de Goiás e do sul de Mato Grosso, onde os volumes de chuva devem variar entre 10 e 15 milímetros nos próximos dias. Embora os índices sejam considerados modestos, eles contribuem para amenizar a seca em algumas localidades.

Outro ponto de atenção está voltado para o final de junho. Modelos meteorológicos apontam a possibilidade de acumulados superiores a 150 milímetros em apenas cinco dias no Paraná e em Mato Grosso do Sul, condição que pode dificultar operações no campo e comprometer atividades agrícolas em andamento.

O retorno do El Niño ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro, que se prepara para mais uma grande safra de grãos. Diante das incertezas climáticas, especialistas reforçam a importância do planejamento, do monitoramento constante das condições meteorológicas e da adoção de estratégias que reduzam os impactos das variações do clima sobre a produção.

Fonte: NOOA

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