Compra de terras por estrangeiros vai à votação no STF na próxima sexta-feira

Foto: Tony Oliveira/CNA

O Supremo Tribunal Federal (STF) vota na próxima sexta-feira (26/02) a ação que discute a aquisição de terras por estrangeiros no Brasil, um dos temas mais polêmicos hoje no agronegócio desde que a Advocacia-Geral da União (AGU) proibiu a compra de terras por qualquer estrangeiro, incluindo empresas com sede no Brasil, em 2010.

Anúncio

Apresentada pela Sociedade Rural Brasileira (SRB) em 2015, a ADPF 342 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) tem o escritório Bueno, Mesquita e Advogados como Amicus Curiae e objetiva contestar o parecer da AGU.

A discussão sobre a liberação de compra de terras por estrangeiros é polêmica e não encontra consenso no setor. Em razão disso, o Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA) realiza na próxima semana o 2º Diálogo com a Aprosoja, com participação do sócio fundador do escritório Bueno, Mesquita e Advogados, Francisco de Godoy Bueno. O advogado defenderá a isonomia e o tratamento igualitário para empresas brasileiras de capital nacional e estrangeiro como ponto de partida para pacificar a questão.

Anúncio

De acordo com o Godoy Bueno, todas as empresas estabelecidas em território nacional estão condicionadas a seguir as obrigações da legislação brasileira referentes aos aspectos trabalhistas, ambientais e tributários. “Uma vez submetidas às leis internas, as empresas brasileiras de capital estrangeiro devem ter tratamento isonômico com as empresas brasileiras de capital nacional”, afirma o advogado.

Para uma parcela de produtores e associações, a liberação de compra de terras de forma irrestrita ainda é um ponto sensível do debate. “Muitos ainda temem que a abertura possa ameaçar a soberania nacional e desencadear uma busca desenfreada por terras”, argumenta Godoy Bueno. “Essas questões já deveriam estar superadas. Em um país que busca equilibrar contas, gerar riqueza e diminuir a pobreza, o importante, no que tange à terra, é que ela produza”, enfatiza.

Em sua participação no 1º Diálogo com a Aprosoja, realizado no último dia 9 de fevereiro, a advogada Vitória Carone Bellodi, do Bueno, Mesquita e Advogados explicou que as principais propostas já preveem restrições para limitar a compra de terras por estrangeiros, como acontece no Projeto de Lei (PL) 2.963/19.

“Existe um limite para compra e arrendamento, que não pode ultrapassar 25% da superfície de cada município, com restrição de 10% da área total para cada nacionalidade”, explicou a advogada sobre o PL, aprovado no Senado no fim do ano passado e que ainda aguarda votação na Câmara.

Durante o debate, Vitoria também elogiou a iniciativa da Comissão de Agronegócios e Relações Agrárias da OAB/SP de manifestar apoio ao texto do PL 2.963/1 em comunicado divulgado no final de janeiro. “Foi uma excelente movimentação da OAB, que atua para unificar as posições jurídicas e trazer mais segurança para o tema”, destacou a advogada.

Fonte: Blue Chip

Anúncio

Anúncio

Últimas notícias

Agro lidera geração de empregos e impulsiona criação de mais de 3,6 mil vagas no Espírito Santo

Foto: Freepik O mercado de trabalho capixaba abriu 3.611 postos formais de trabalho ...

Controle de doença nos laranjais sustenta posição do Brasil no mercado global

Foto: Freepik A força da citricultura brasileira no mercado internacional passa, cada vez ...

Credibilidade sanitária impulsiona agronegócio brasileiro em cenário de novas barreiras comerciais

Foto: Mapa A decisão dos Estados Unidos de deixar de fora produtos como ...

Safra recorde no Brasil pressiona cotações, mas oferta global limitada sustenta mercado do café

Foto: Freepik A expectativa de uma safra recorde de café no Brasil em ...

Tecnologia na irrigação reduz desperdício de água e muda lógica da produção no campo

Foto: Divulgação/Netafim No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, ...