Promoção de origens produtoras contribui para obtenção de Indicações Geográficas

Realizar ações para divulgar o trabalho de excelência e a sustentabilidade visando à promoção das origens produtoras de café no Brasil sempre foi um dos nortes da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA). A obtenção, no dia 4 de maio, da Indicação Geográfica (IG), na espécie Denominação de Origem (DO), pelos Cafés das Montanhas do Espírito Santo é mais um resultado que a entidade celebra como resultado desse foco.

As IGs são importantes ferramentas de valorização de produtos tradicionais vinculados a determinadas origens produtoras, com o objetivo de promover e proteger uma região. “A obtenção de Denominação de Origem pelos Cafés das Montanhas do Espírito Santo permite a promoção da sustentabilidade e fomenta a competitividade da atividade cafeeira, fortalecendo a imagem dos grãos produzidos no território e, por consequência, levando benefícios econômicos para produtores e moradores da região”, destaca a diretora da BSCA, Vanusia Nogueira.

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Ela comenta que a Associação teve papel importante para a qualificação de profissionais da cafeicultura local, realizando cursos e concursos de qualidade, que estimularam o investimento em excelência e, consequentemente, serviram de mola propulsora no processo da região para o reconhecimento como Indicação de Procedência e para a evolução à Denominação de Origem.

“Durante o desenrolar do processo para a obtenção da IG, levamos o principal concurso de qualidade do mundo para café, o Cup of Excellence, para a região, pois já sabíamos que alguns produtores locais investiam na produção de grãos especiais e também porque queríamos mostrar aos demais cafeicultores a importância de se investir em qualidade. Foi um sucesso essa aproximação, pois muitos visualizaram os benefícios de produzir cafés com excelência e fizeram sua imersão”, recorda.

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Vanusia informa, ainda, que as parcerias que a BSCA firmou com instituições de ensino e pesquisa locais contribuíram para a qualificação profissional de muitos jovens na região. “Através dessa aproximação, jovens de famílias cafeeiras das Montanhas do Espírito Santo se formaram Q-Graders, recebendo um certificado mundial de profissional de degustação e classificação de cafés, o que permitiu que fosse realizado um trabalho in loco para valorizar a produção e os frutos colhidos na região”, explica.

Com base nos trabalhos realizados pelas entidades de classe e de ensino e pesquisa regionais, além do suporte da BSCA através de parcerias, atualmente, os membros da Associação e todos os cafeicultores e moradores das 16 cidades que compõem a Denominação de Origem dos Cafés das Montanhas do Espírito Santo tem motivo para celebrar.

“Em tempos nos quais os consumidores estão cada vez mais ávidos por conhecimento, procedência e história dos produtores e dos produtos que consomem, a D.O. dos Cafés das Montanhas do Espírito Santo chega para promover e disseminar os aspectos geográficos, que permitem que os cafezais absorvam substâncias importantes para a melhor expressão de aromas e sabores dos cafés específicos da região, e os fatores humanos locais, que, por meio de herança familiar e cultural diversa e as características de cultivo e pós-colheita, interferem positivamente nas características sensoriais do grão produzido nesse terroir”, conclui.

A Denominação de Origem Cafés das Montanhas do Espírito Santo é a evolução da IG de Indicação de Procedência que a região detém. Os cafés cultivados estão situados entre 500 e 1.400 metros de altitude, a temperaturas médias anuais de 18ºC a 22ºC e pluviosidade de 1.000 a 1.600 milímetros ao ano. A região é composta por 16 municípios capixabas: Afonso Claudio, Alfredo Chaves, Brejetuba, Castelo, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Iconha, Itaguaçu, Itarana, Marechal Floriano, Rio Novo do Sul, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, Santa Leopoldina, Vargem Alta e Venda Nova do Imigrante.

Fonte: BSCA

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