Medida facilita importação de azeites e vinhos do Marrocos

Laboratório marroquino foi credenciado em sistema eletrônico do Ministério da Agricultura para emitir laudos que vão agilizar entrada de bebidas, vinhos, azeites e óleo de bagaço de oliva do país árabe no mercado brasileiro

Alguns produtos do Marrocos passaram a entrar no Brasil com mais agilidade desde o começo deste ano. O país árabe conseguiu o credenciamento de laboratório marroquino para emissão de laudos na exportação ao Brasil de bebidas, vinhos, azeites de oliva e óleo de bagaço de oliva.

Isso significa que quando esses produtos chegam do Marrocos nos portos do Brasil não precisam mais aguardar ser realizado laudo de um laboratório brasileiro para terem sua entrada liberada no País.

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“Facilita a importação, com certeza dá uma competitividade maior porque o trâmite da importação passa a ser mais rápido”, afirmou à ANBA o coordenador-geral de Qualidade Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Hugo Caruso.

Determinados alimentos precisam de um laudo para a sua entrada no mercado brasileiro, contendo informações relativas às exigências que o Brasil faz para comercializar aquele produto. No caso dos azeites, uma das informações que deve constar é a acidez, que necessita estar dentro dos parâmetros estabelecidos pela legislação brasileira.

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Quando o país tem um laboratório credenciado junto ao Sistema de Cadastro de Organismo e Laboratórios Estrangeiros (Siscole) para emitir laudo daquele produto, a mercadoria é liberada para entrar no Brasil após verificação do documento no porto, não tendo que aguardar a realização de um laudo brasileiro. O Siscole é um sistema eletrônico do Mapa, onde estão cadastrados os laboratórios estrangeiros com essa acreditação.

Já se o produto importado chega ao Brasil sem o laudo do país de origem, precisa aguardar o tempo da análise local para entrar no mercado brasileiro. “Dependendo do tipo de produto demora dez dias, vinte dias”, diz Caruso, lembrando que já houve caso em que a emissão do laudo do azeite demandou trinta dias.

O coordenador explica que mesmo tendo o laudo do laboratório estrangeiro, o produto vai passar pela análise no Brasil, mas apenas de um percentual da carga, e vai ser liberado no porto antes desse resultado. “A gente acredita que aquele laudo que está sendo encaminhado junto com a mercadoria é um laudo que o governo do Marrocos reconhece”, afirma Caruso.

VIA EMBAIXADA – O organismo marroquino que foi credenciado para emitir laudos na exportação ao Brasil dos produtos citados acima é o Marrocos Foodex. O pedido partiu da embaixada do Marrocos no Brasil. De acordo com a encarregada de Negócios da embaixada, Hibat Allah Faouzi, a integração do Marrocos Foodex ao Siscole para vinhos foi feita em janeiro e para azeites em fevereiro. O Marrocos é um fornecedor internacional de destaque de azeites e vinhos.

Caruso explica que alguns países têm vários laboratórios cadastrados. “Orientamos (as embaixadas) que solicitem para facilitar a importação. Hoje, boa parte dos países que exportam para o Brasil acabam já tendo esse registro para não ficar com a mercadoria muito tempo parada”, afirma. O Siscole é voltado a produtos de origem vegetal, incluindo bebidas e vinhos. Segundo Caruso, a grande vantagem do sistema é dar agilidade ao processo da importação.

Fonte: Agência de Notícia Brasil-Árabe

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