Alerta para nova praga em lavouras de café conilon do Espírito Santo

Foto: Arquivo/Incaper

A praga denominada cochonilha, do gênero Pseudococcus, tem prejudicado lavouras de cafés capixabas, no norte do Estado e sul da Bahia. O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) vem realizando o acompanhamento das lavouras, com o objetivo de aprimorar as estratégias de manejo que são repassadas para os produtores rurais.

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A Pseudococcus fica instalada nas plantas de conilon e coloniza no fruto, no caule, nos ramos e nas folhas. Com o calor acentuado, as condições ambientais se tornam propícias para que a praga se prolifere com mais facilidade.

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A exemplo disso, o engenheiro agrônomo e extensionista da unidade do Incaper em Rio Bananal, Bruno Pella, chamou atenção para a presença da nova praga em uma lavoura de café conilon na região de Santa Emília, no município de Rio Bananal. Segundo ele, em anos anteriores, não foram registrados relatos de ocorrências desse tipo de cochonilha e os atuais prejuízos às plantações de café têm deixado produtores preocupados.

O entomologista e pesquisador do Incaper Renan Batista Queiroz, explicou que, há alguns anos, as pesquisas apontaram resultados e estratégias de manejo apenas para o combate das pragas cochonilha-da-roseta, do gênero Planococcus, e a cochonilha-da-raiz, do gênero Dysmicoccus.

De acordo com Queiroz, o produtor pode diferenciar essa nova espécie da cochonilha-da-roseta, ao observar que, no corpo da nova praga, é possível identificar dois filamentos ao final, semelhantes a duas pequenas antenas. “Iremos intensificar as nossas pesquisas para que possamos trazer novos resultados e estratégias de controle e de combate a essa cochonilha”, salientou.

“Nos colocamos à disposição dos produtores rurais e iremos acompanhá-los no campo para que, com os resultados das pesquisas, possamos trazer respostas aos produtores no que se refere ao combate dessa praga”, reforçou Bruno Pella.

Os cafeicultores que identificarem a praga em suas propriedades podem acionar os escritórios do Incaper nos municípios para mais orientações e para que seja feito um mapeamento da ocorrência da nova espécie no Estado.

Texto: Tatiana Toniato Caus/Incaper

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