Artesanato de barro de Santana do São Francisco (SE) conquista Indicação Geográfica
Foto: Seagri/Sergipe

O artesanato de barro de Santana do São Francisco, em Sergipe, acaba de conquistar o registro de Indicação Geográfica (IG) concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A decisão foi oficializada nesta terça-feira (3) e marca a 153ª IG reconhecida no Brasil, sendo a 19ª relacionada ao artesanato nacional. Com isso, Sergipe passa a ter duas IGs, ao lado da renda irlandesa de Divina Pastora, registrada em 2012.
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O reconhecimento fortalece a ligação direta entre o produto, o território e o saber tradicional dos artesãos locais. Para a analista de projetos da Unidade de Inovação do Sebrae Nacional, Maíra Fontenele Santana, o registro reforça o valor cultural do artesanato e amplia as possibilidades de desenvolvimento econômico. Segundo ela, a IG abre novas oportunidades de negócios, garante mais segurança jurídica e contribui para a preservação da tradição produtiva no território.
Os impactos vão além da comercialização direta das peças. O selo de Indicação Geográfica também impulsiona o turismo, estimula parcerias com o poder público e a iniciativa privada, fortalece a governança local e amplia o senso de pertencimento da comunidade. Atualmente, as 19 IGs de artesanato reconhecidas no Brasil envolvem 263 municípios, distribuídos por 12 estados das regiões Nordeste, Norte, Sudeste e Centro-Oeste, sendo 13 delas concentradas no Nordeste.
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O Sebrae atua de forma estratégica no apoio ao reconhecimento das IGs, oferecendo capacitação, orientação técnica e suporte à estruturação da governança regional. Esse trabalho contribui para agregar valor aos produtos e fortalecer as economias locais. No INPI, ainda aguardam avaliação dois pedidos de IG de artesanato: a cerâmica de Rosário, no Maranhão, e as figuras de artesanato em argila de Taubaté, em São Paulo.
A Indicação Geográfica do artesanato de barro de Santana do São Francisco foi registrada como Indicação de Procedência (IP), modalidade que reconhece a reputação e a notoriedade de uma região na produção de determinado bem. No Brasil, das 153 IGs existentes, 121 são IPs e 32 são Denominações de Origem (DO), que exigem comprovação técnica e científica da influência do meio geográfico nas características do produto. Em 2026, além da IG sergipana, já haviam sido concedidas as IGs das tortas de Carambeí e do café da Serra de Apucarana, no Paraná.
A valorização do artesanato brasileiro também é uma das frentes permanentes do Sebrae por meio do Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), no Rio de Janeiro, que completa dez anos em 2026. O espaço funciona como vitrine nacional do artesanato, destacando sua relevância cultural, social e econômica por meio de exposições, conteúdos e ações voltadas à promoção do setor.
Fonte: ASN
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