Automação ganha espaço em todas as etapas da agricultura brasileira

Processos automatizados estão ganhando espaço na agricultura brasileira, desde a análise e preparo do solo, passando pelo plantio até chegar à colheita. Para que tudo isso aconteça, contar com maquinários e equipamentos automatizados também passa a ser foco dos produtores rurais. É o que revela a pesquisa “Tecnologias do agronegócio brasileiro”, realizada pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, com apoio da H2R Pesquisas.

O estudo realizou entrevistas com 370 empresas do agronegócio de todos os portes e em todo território nacional. “O principal objetivo é auxiliar na expansão do uso de tecnologias no setor do agronegócio brasileiro, com a possibilidade do aprimoramento de acordo com as necessidades identificadas”, explica o presidente da associação, João Carlos de Oliveira.

A adoção de piloto automático para máquinas e equipamentos já é realidade para boa parte das propriedades, assim como é feito também o monitoramento da lavoura. Os softwares de mapeamento com imagens por satélite estão presentes em 36% das fazendas e o drone, em 27%. Os softwares de monitoramento de lavoura são utilizados por 26% das propriedades, que também adotam dispositivos com feromônio para controle de pragas e dispositivos de luz para atração e captura de insetos.

A pesquisa também conta com a mensuração de tecnologias de automação em diversos macroprocessos, avaliando a posse e uso de tecnologias desde o pré-plantio, passando pelo processo de plantio e colheita. No pré-plantio, é avaliada a utilização de amostradores de solo, tratadores de sementes, sensores de umidade, de temperatura, além de sensores meteorológicos e para análise da terra.

Durante o processo de plantio, foram avaliados o uso de plantadeiras, irrigadoras, pulverizadores e até o uso de softwares de inteligência. A colheita também é avaliada, considerando desde itens comuns como colheitadeiras e tratores até o armazenamento em silos com controles por sensores.

Além dos macroprocessos, há a avaliação do ambiente das fazendas, das quais 25% possuem sistema inteligente para captação de água, 21% sistema alternativo para produção de energia e 20% contam com estação meteorológica. O acesso à internet é bem difundido. Ao todo, 82% das fazendas responderam que possuem acesso. No entanto, muitas vezes é limitado à localização da sede, funcionando em todo território para apenas um terço dos entrevistados.

A pesquisa revela ainda que, quanto ao gerenciamento do negócio, as planilhas de Excel são uma prática comum nas fazendas, e fazem parte da rotina de 61% das grandes empresas, de 72% das médias e de 56% das pequenas. A ferramenta convive com softwares de mercado e softwares desenvolvidos pela própria empresa.

O estudo da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil avaliou o setor de agricultura (soja, cana de açúcar, café, milho, aveia, feijão, trigo, algodão e produção de sucos), com distribuição por todo o país e conta com uma margem de erro de 5 pontos porcentuais para mais ou para menos, no intervalo de confiança de 95%.

PADRÃO – A identificação padronizada dos animais a premissa para que empresas acompanhem a trajetória e a exata localização deles a qualquer momento em uma escala global. Para isso, a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil oferece como recurso o Padrão Global de Rastreabilidade GS1. O GTS é formado por critérios que registram o passo a passo de cada etapa da cadeia produtiva, permitindo que a informação percorra o caminho para frente ou para trás na cadeia de abastecimento até que seja identificada a origem de um problema. É assim que um recall se torna eficiente e rápido, como deve ser no momento de detecção de contaminações. Esse padrão é usado por mais de 800 empresas da Ásia, Europa e Américas e representa um avanço mercadológico e de reputação às marcas.

Fonte: Associação Brasileira de Automação

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