Avicultura enfrenta perdas com avanço de doenças respiratórias

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Avicultura enfrenta perdas com avanço de doenças respiratórias

Bruno Caetano

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A queda de desempenho nos lotes de aves é um dos primeiros sinais de alerta dentro dos aviários e, em muitos casos, está ligada a problemas respiratórios, uma das principais causas de prejuízo na avicultura. Essas doenças têm característica complexa e, geralmente, não estão associadas a um único agente. Segundo a a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), os quadros costumam envolver uma combinação de vírus, bactérias e fungos, frequentemente agravados por falhas no manejo ou nas condições do ambiente.

De acordo com a coordenadora de produtos da MCassab Nutrição e Saúde Animal, Gabriela Romanzini, na prática, o produtor percebe o problema inicialmente na produtividade. “A queda de desempenho costuma ser um dos primeiros sinais de que algo está errado dentro do aviário. Redução do consumo de ração, crescimento abaixo do esperado e desuniformidade entre as aves são indícios comuns”, explica.

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Ela destaca que os sintomas clínicos tendem a aparecer na sequência. “Geralmente, esses sinais vêm acompanhados de sintomas mais evidentes, como espirros, secreção nasal, dificuldade para respirar, ruídos respiratórios e apatia. Tais quadros podem estar associados a agentes patogênicos presentes nos desafios sanitários do campo”, afirma.

Diante desse cenário, o controle exige ação rápida e estratégia. A identificação precoce é considerada essencial para evitar a disseminação dentro do lote e reduzir perdas produtivas.“Muitas vezes, os sinais respiratórios são perceptíveis, mas a queda no desempenho costuma ser o que mais chama a atenção do avicultor. Por isso, é importante agir com rapidez e assertividade diante do problema”, reforça a especialista que também é médica-veterinária e mestre em ciências animais pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Além do monitoramento constante, o manejo adequado e medidas de biosseguridade são fundamentais para conter os avanços das doenças. Sem esse controle, os impactos aparecem diretamente nos resultados, com pior conversão alimentar, aumento da mortalidade e mais condenações no abate.

No campo, a estratégia vai além de tratar os sintomas. O foco está em recuperar o desempenho do lote e reduzir os prejuízos ao longo do ciclo produtivo. “A melhoria da função respiratória favorece a retomada do consumo de ração, reduz o estresse fisiológico e impulsiona o ganho de peso das aves, resultando em lotes mais uniformes e produtivos, com menor mortalidade e menos condenações”, finaliza Gabriela.

Fonte: MCassab

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