Banco Suíço destina R$ 3 milhões para projeto de preservação florestal

Durante os próximos 18 meses, a Pretaterra terá a missão de mudar a paisagem de 100 hectares de Mata Atlântica na região de Timburi (SP). Serão plantadas cerca de 100 mil árvores, que fixarão mais de 50 mil toneladas de CO2 nos próximos 20 anos e beneficiarão pelo menos 35 famílias diretamente e mais de 200 de forma indireta.

A Pretaterra é um startup que, após mais de quatro anos de atuação ininterrupta, se consolidou como a principal referência em sistemas agroflorestais regenerativos no Brasil e no mundo, contando com projetos estabelecidos em diferentes contextos, biomas e escalas, incluindo América Latina, Sul da Ásia e África Central.

A empresa acaba de receber o aporte de 460 mil francos suíços, o equivalente a cerca de R$ 3 milhões, do banco privado UBS, por meio de sua fundação “UBS Optimus Foundation”, que permite aos seus clientes o uso de sua riqueza em projetos que impulsionam mudanças sociais e ambientais positivas ao redor do mundo.

À frente do projeto estão os engenheiros florestais e fundadores da Pretaterra, Valter Ziantoni e Paula Costa, que explicam que para viabilizar sistemas agroflorestais em larga escala, mantendo sua biodiversidade e complexidade, é necessário estruturar informações, automatizar projetos e padronizar as operações de campo. O projeto será realizado na Mata Atlântica, considerada um dos biomas mais ricos em biodiversidade do planeta, declarada Reserva da Biosfera pela Unesco.

“É vital harmonizar o conhecimento científico e natural, floresta e pessoas, alimentos e produção, trabalho e bem-estar. As agroflorestas de Timburi nascem com o propósito de criar um celeiro de inovação e cultura agroflorestal no Estado, tornando-se referência mundial”, conclui Paula.

“O sistema agroflorestal surge como uma solução viável e ampla para as ameaças do bioma e a manutenção e melhoria dos meios de subsistência rurais, ao mesmo tempo em que altera o futuro ambiental e econômico da região, juntamente com o sequestro de carbono e a criação de uma zona de resistência para as consequências das mudanças climáticas. A agrofloresta é a estratégia definitiva para abordar questões socioeconômicas e ambientais, conciliando produção agrícola e restauração florestal”, detalham.

Paula e Ziantoni acrescentam que o trabalho terá início ainda no mês de dezembro de 2020, com foco em pequenos produtores locais e na cultura do café, prioritariamente. A participação de todos será voluntária, após uma seleção baseada em um conjunto de critérios, como motivação em mudar e aprender novas práticas de agricultura regenerativa, além de perfil empreendedor e de liderança.

O projeto ainda contará com a participação de outros agentes locais, como universidades, viveiros, as secretarias de meio ambiente dos municípios de Timburi e Piraju, além da Embrapa Solos.

A agrofloresta é uma solução transversal e uma ferramenta de transição eficaz para a transformação. “Não se trata apenas de uma mudança para uma agricultura mais regenerativa: estamos abordando e testemunhando o nascimento de uma transformação do sistema produtivo atual. Uma agricultura de base florestal é a resposta mais plausível e simples para a maioria dos desafios que enfrentamos como seres humanos. Já sabemos a solução, agora só temos que agir”, finaliza Ziantoni.

Fonte: Attuale Comunicação

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