Brasil caminha para maior safra de grãos da história, aponta Conab
Foto: Freepik

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma safra histórica de grãos para o ciclo 2025/26 no Brasil. De acordo com o 7º Levantamento divulgado nesta terça-feira (14), a produção pode alcançar 356,3 milhões de toneladas, o que representa aumento de 4,1 milhões de toneladas em relação à safra anterior e crescimento de 2,9 milhões de toneladas frente à estimativa do mês passado. Caso se confirme, será o maior volume já registrado na série histórica do país.
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A área plantada também deve avançar, com crescimento de 2%, chegando a 83,3 milhões de hectares. Já a produtividade média nacional, estimada em 4.276 quilos por hectare, apresenta leve recuo de 0,8% na comparação com o ciclo anterior, mas ainda configura o segundo melhor desempenho já registrado.
Entre as principais culturas, a soja deve liderar novamente o crescimento, com produção estimada em 179,2 milhões de toneladas — um novo recorde. As condições climáticas mais favoráveis em março contribuíram para o avanço da colheita, que já atinge 85,7% da área plantada. Mesmo com desempenho inferior em alguns estados, a produtividade média nacional da oleaginosa é a maior da série histórica.
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O milho, segunda cultura mais cultivada no país, deve alcançar produção total de 139,6 milhões de toneladas, registrando leve queda de 1,1% em relação à safra passada. Enquanto a primeira safra apresenta expansão de área e produção estimada em 28 milhões de toneladas, a segunda safra — principal responsável pelo volume total — deve recuar 3,6%, com previsão de 109,1 milhões de toneladas.
Outras culturas importantes apresentam retração. A produção de arroz é estimada em 11,1 milhões de toneladas, queda de 12,9%, influenciada principalmente pela redução de área plantada e por condições climáticas menos favoráveis. Já o feijão deve somar 2,9 milhões de toneladas, recuo de 5,2%, embora o volume ainda seja suficiente para garantir o abastecimento interno.
No caso do algodão, a expectativa é de uma produção de 3,8 milhões de toneladas de pluma, redução de 5,8%, reflexo da diminuição da área cultivada. Ainda assim, as lavouras apresentam bom desenvolvimento devido às condições climáticas favoráveis.
Mercado e estoques
A Conab também revisou as projeções de mercado, ajustando os estoques finais de milho para 12,8 milhões de toneladas até janeiro de 2027. As exportações do cereal seguem estimadas em 46,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno foi levemente revisado para 96,5 milhões de toneladas.
O levantamento completo, com detalhes sobre as principais culturas e o cenário de mercado, está disponível no portal oficial da Companhia.
Fonte: Conab
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