Café do Espírito Santo dispara nas exportações e ultrapassa US$ 75 milhões

O café capixaba voltou a ganhar protagonismo no mercado internacional e impulsionou um crescimento expressivo nas exportações do Espírito Santo em fevereiro de 2026. O estado embarcou 277 mil sacas, avanço de 37% em relação ao mês anterior, com destaque absoluto para o conilon, que segue como principal motor da cafeicultura local.

O desempenho foi puxado pelo conilon, responsável por 212 mil sacas exportadas, registrando alta de 43%. Já o arábica somou 45 mil sacas, com crescimento de 22%, enquanto o café solúvel respondeu por 21 mil sacas, avançando 17%. O resultado reforça a força do Espírito Santo como referência nacional na produção e exportação de conilon.

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Em valor, o avanço também chama atenção. A receita cambial superou US$ 75 milhões no mês, um crescimento de 31%. O conilon liderou com US$ 53 milhões, seguido pelo arábica, com US$ 16 milhões, e pelo solúvel, com US$ 5 milhões, consolidando o café como uma das principais bases da economia capixaba .

Na comparação com fevereiro do ano passado, o volume exportado teve leve alta de 5%, mas a receita apresentou retração de 9%, refletindo oscilações no mercado internacional. No acumulado do primeiro bimestre, o Espírito Santo embarcou 480 mil sacas, com faturamento de US$ 132 milhões — números ainda abaixo do mesmo período de 2025, com queda de 8% em volume e 16% em valor.

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A análise por tipo de café mostra cenários distintos. O conilon manteve trajetória positiva, com crescimento de 13% no volume exportado, chegando a 360 mil sacas, enquanto a receita ficou praticamente estável. Já o arábica registrou forte retração, com queda de 41% no volume e 35% na receita. O café solúvel também recuou, com redução de 42% nos embarques e de 52% no faturamento.

Os principais destinos do café capixaba seguem concentrados em mercados estratégicos. A Colômbia lidera as importações, seguida por Espanha e Reino Unido — todos com predominância de conilon. A Argentina aparece como um dos poucos mercados mais diversificados, combinando conilon, arábica e solúvel. Outros destinos relevantes incluem México, Turquia, Bélgica, Indonésia, Alemanha e França, evidenciando a presença global do café produzido no Espírito Santo .

O cenário reforça uma tendência clara: o conilon capixaba continua ampliando espaço no comércio internacional, sustentando o crescimento das exportações e consolidando o estado como um dos principais polos cafeeiros do Brasil.

Fonte: CCCV

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