Chuvas beneficiam segunda safra de milho no Brasil

A primeira quinzena de junho foi caracterizada pelo retorno das chuvas na região Sul, parte de São Paulo e do Mato Grosso do Sul. Esta condição climática beneficiou as lavouras de milho segunda safra em estado de enchimento de grãos e proporcionou a continuidade da semeadura e do desenvolvimento dos cultivos de inverno. Na região do Sealba, nova fronteira agrícola que engloba parte de Alagoas, Sergipe e Bahia, as chuvas favoreceram a implantação e o desenvolvimento do milho terceira safra.

Estes são os destaques do 6º Boletim de Monitoramento Agrícola produzido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A análise abrange os cultivos de verão 2ª safra (2019/2020) e os de inverno (2020), durante o período de 1º a 15 de junho deste ano. A publicação está disponível na página da Conab.

Ainda de acordo como estudo, não houve precipitação na região central do país, assim como no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), o que é normal nesta época do ano. Esta condição favoreceu a maturação e a colheita do algodão e do milho segunda safra. Por outro lado, áreas de milho segunda safra plantadas fora da janela ideal e que ainda se encontram em enchimento de grãos podem ter sido prejudicadas, principalmente nas regiões onde a umidade do solo estava mais baixa.

Já na região Sul, em parte da região Norte e no leste da região Nordeste houve chuvas durante toda a primeira quinzena deste mês. Isto favoreceu o desenvolvimento do milho terceira safra na região conhecida por Sealba e do milho segunda safra ainda em frutificação no Paraná. Essa condição também foi favorável para o início do desenvolvimento dos cultivos de inverno na região Sul.

No Mato Grosso do Sul e em São Paulo as chuvas do início do mês trouxeram alívio aos produtores. Entretanto, a média diária do armazenamento hídrico no solo durante a primeira quinzena de junho ainda ficou abaixo de 25% na maior parte de São Paulo, no leste e no centro norte do Mato Grosso do Sul. Já no Sul, o índice de umidade ficou acima de 40% durante todo o período em praticamente toda a região.

Clique aqui para acessar a publicação na íntegra.

Fonte: Conab

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