Citricultura capixaba ganha reforço com Dia de Campo voltado à qualidade e valorização da laranja
Foto: Divulgação/Incaper

A citricultura capixaba esteve em evidência nesta semana durante o Dia de Campo “Laranja de Mesa do Caparaó: Qualidade, Origem e Mercado”, realizado em Jerônimo Monteiro. O encontro reuniu cerca de 120 participantes, entre produtores rurais, estudantes, pesquisadores, técnicos e representantes de instituições ligadas ao setor, com o objetivo de fortalecer a produção de laranja de mesa na região.
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Promovido pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) em parceria com o Sebrae/ES, o evento aconteceu no sítio do produtor Dair Nascimento e teve como foco a disseminação de conhecimentos técnicos, a troca de experiências e a discussão de estratégias para ampliar a competitividade da atividade.
Conhecido como a “Terra da Laranja”, o município de Jerônimo Monteiro está entre os principais polos produtores da fruta no Espírito Santo. A tradição no cultivo e as condições favoráveis para a produção tornam a região uma referência na citricultura estadual.
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Durante a programação, especialistas apresentaram experiências voltadas à valorização da origem dos produtos e ao fortalecimento do mercado. Representantes da Fazenda Recreio do Panamá compartilharam iniciativas relacionadas à organização da produção e às oportunidades de comercialização. Já o pesquisador José Ronaldo de Macedo, da Embrapa Solos, destacou experiências de valorização territorial desenvolvidas na região de Tanguá, no Rio de Janeiro.
Outro tema que recebeu atenção especial foi o combate ao greening (HLB), considerada a doença mais severa da citricultura mundial. Embora ainda não tenha sido registrada no Espírito Santo, a enfermidade já foi identificada em diversos estados brasileiros e representa uma preocupação constante para os produtores.
O pesquisador do Ifes Campus Alegre, Vitor Zuim, apresentou orientações para prevenir a entrada da doença no Estado, destacando a importância da utilização de mudas certificadas, do monitoramento constante dos pomares e do controle do psilídeo, inseto responsável pela transmissão da bactéria causadora do problema.
Zuim também apresentou um projeto desenvolvido em parceria com o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), que busca identificar precocemente a presença da bactéria no inseto transmissor, permitindo ações rápidas de defesa vegetal.
A programação incluiu ainda palestras sobre nutrição dos citros de mesa e estratégias para o manejo integrado do ácaro da leprose, uma das principais pragas que afetam os pomares cítricos.
Segundo a extensionista do Incaper e organizadora do evento, Marianna Abdalla, a iniciativa permitiu aproximar o conhecimento técnico da realidade dos produtores e discutir soluções práticas para desafios enfrentados diariamente nas propriedades rurais.
Além das atividades técnicas, o encontro reforçou a importância econômica da cultura para o Espírito Santo. Em 2025, a produção estadual de laranja alcançou 20,4 mil toneladas em uma área colhida de 1.559 hectares. A produtividade média chegou a 13,1 toneladas por hectare, registrando crescimento superior a 11% em relação ao ano anterior.
Mesmo com a redução da área cultivada, a produção aumentou, refletindo ganhos de eficiência e avanços no manejo dos pomares. Entre as principais frutas cítricas produzidas no Estado, a laranja respondeu por quase 30% do volume total.
A atividade também possui forte impacto econômico. Em 2024, o Valor Bruto da Produção (VBP) da laranja alcançou R$ 45,3 milhões, contribuindo para a geração de emprego, renda e desenvolvimento da fruticultura capixaba.
Fonte: Incaper
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