Com drone e helicóptero, Polícia Ambiental inicia varredura contra desmatamento no Espírito Santo

Foto: Julio Huber

Julio Huber

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A Região Serrana do Espírito Santo amanheceu, nesta segunda-feira (14), com o início de uma operação do Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPM) voltada ao combate de crimes ambientais, especialmente o desmatamento. A Operação “Guardiões do Verde” foi oficialmente lançada durante uma cerimônia realizada no campo de futebol do Centro de Domingos Martins, onde foram apresentados viaturas, efetivo e equipamentos que serão utilizados ao longo dos próximos 30 dias.

Entre os recursos empregados estão um drone de alta tecnologia, capaz de gerar imagens georreferenciadas com maior precisão, e o apoio aéreo do helicóptero do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTAER), ampliando o alcance das fiscalizações. A proposta, segundo a corporação, é realizar uma verdadeira “varredura” em 68 pontos distribuídos em cerca de 15 municípios da região.

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A atuação do BPMA será pautada no policiamento ostensivo e preventivo, com ações direcionadas à identificação e repressão de ilícitos ambientais, incluindo o parcelamento irregular do solo em áreas de interesse ambiental. A operação reforça o compromisso da Polícia Militar do Espírito Santo com a preservação ambiental e a conscientização da sociedade sobre a importância da proteção da flora. A corporação destaca que a participação da sociedade é fundamental para o sucesso das operações e para a proteção do meio ambiente capixaba.

Guardiões do Verde em ação

De acordo com o capitão Francisco Alves da Vitória, o capitão Alves, que comanda a Seção de Planejamento e Operações do BPMA, a operação reforça o compromisso de proteção da Região Serrana, conhecida pela riqueza natural.

“A Região Serrana é conhecida por muitos como montanha do verde. E nós, policiais militares ambientais, somos chamados carinhosamente de guardiões da natureza. Então, com a necessidade de se preservar, de se proteger a montanha verde, os guardiões estão aqui hoje, numa operação de 30 dias”, afirmou.

O capitão destacou que, apesar do alto índice de atendimentos a alertas ambientais, ainda existem áreas fora do radar imediato de fiscalização. “Ainda ficam alguns locais que não são bem alertados. Por isso, a necessidade dessa ação”, explicou.

Logo no primeiro dia, três pontos considerados críticos já entraram no roteiro das equipes, localizados nos municípios de Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa e na própria Domingos Martins. “Nós não podemos deixar avançar a degradação ambiental nesta região e em outros pontos, dada a relevância e extensão do desmate”, pontuou.

Tecnologia amplia fiscalização

A operação conta com integração direta entre equipes em solo e monitoramento aéreo. Segundo o capitão, o uso do helicóptero do NOTAER permitirá identificar novas áreas de desmatamento, mesmo aquelas que ainda não constam nos sistemas oficiais. “Caso surja algum ponto, ou mesmo pelas imagens do NOTAER algum ponto aumentou, nós vamos verificar por terra se o licenciamento está sendo cumprido”, explicou.

O uso do drone também representa um avanço importante. “Ele tem ferramentas tecnológicas fundamentais para medição de área e traz imagens com melhor resolução. Hoje, não existe mais aquele pensamento de que desmatar em um lugar afastado não será visto. A janela de fuga para infrações ambientais é muito pequena, para não dizer inexistente”, reforçou.

Espírito Santo lidera combate ao desmatamento

O comandante do Batalhão de Polícia Militar Ambiental, tenente-coronel Edinei Balbino de Souza, destacou que o Espírito Santo é referência nacional no atendimento a alertas de desmatamento.

“Hoje o Espírito Santo é o Estado que mais atendeu os alertas do MapBiomas. Nós chegamos a 99,14%. O segundo estado foi o Paraná, com 66%. Estamos bem à frente dos demais”, afirmou. As ações, muitas vezes, são feitas em conjunto com outros órgãos, como o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf).

Segundo ele, os dados são gerados por satélite e processados por um centro de monitoramento da corporação, que encaminha as equipes diretamente aos locais com indícios de irregularidades. “A viatura já vai a campo com o georreferenciamento do ponto indicado. E conseguimos verificar, por imagens, o momento exato em que houve a supressão da vegetação, retroagindo até 10 anos”, explicou.

A operação atual tem foco específico na região de Mata Atlântica da serra capixaba, mas, conforme o comandante, outras ações semelhantes são realizadas em diferentes regiões do estado, de acordo com suas características ambientais.

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