Foto: Divulgação/ Cooabriel
Realizada em 23 de outubro, em São Gabriel da Palha, a cerimônia do Concurso Conilon de Excelência Cooabriel – Edição 2026 premiou produtores de café das categorias fermentado e não fermentado. Os vencedores das duas modalidades conquistaram o primeiro lugar pela primeira vez, e o evento distribuiu mais de R$ 180 mil em premiações aos finalistas.
Na categoria Café Não Fermentado, Valmo Pereira da Silva, de Alto Rio Novo, alcançou 86,2 pontos e ficou com a primeira colocação. Adair Batista Borges, também do município, obteve 86,1 pontos e terminou em segundo lugar. Leandro Alves de Assis completou o pódio, com 85,9 pontos.
Já na categoria Café Fermentado, Dimas Clementino da Silva, de Alto Rio Novo, venceu com 88 pontos. Os produtores de Nova Venécia Edgar Bastianello e Elisa Silva Bastianello ficaram em segundo e terceiro lugares, com 85,6 e 84,3 pontos, respectivamente. A avaliação das amostras foi conduzida pela especialista em análise sensorial de café Helga Andrade, instrutora certificada pela Specialty Coffee Association (SCA).
Debate aborda mercado e qualidade do conilon capixaba

Além da premiação, a programação contou com o painel DIÁLOGOS.AG, realizado em parceria com A Gazeta. Com o tema “Conilon de Excelência: oportunidades para o produtor capixaba”, o encontro reuniu representantes do setor para discutir caminhos para ampliar a presença do café capixaba no mercado nacional e internacional.
Participaram do debate o presidente da Cooabriel, Luiz Carlos Bastianello; o subsecretário de Desenvolvimento Rural do Espírito Santo, Michel Tesch; e o Q-Grader, mestre de torra e instrutor da SCA Tassio Souza. A mediação foi feita pelo colunista de Economia e Negócios de A Gazeta, Abdo Filho.
Durante a conversa, Souza destacou que a regularidade da produção é um diferencial para atender à indústria, que demanda cafés com características consistentes e disponibilidade em volumes expressivos. Segundo ele, o Espírito Santo tem potencial para atuar em diferentes segmentos, inclusive com cafés submetidos a processos de fermentação.
Tesch afirmou que o Estado reúne infraestrutura, logística e tecnologia para avançar no mercado, mas ressaltou a necessidade de um trabalho conjunto para consolidar o conilon capixaba como uma origem capaz de fornecer o produto com regularidade e escala. O objetivo, segundo ele, é ampliar o espaço do café capixaba em mercados como os da Ásia e da Europa.
Exportações reforçam importância da profissionalização
Bastianello citou dados do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV) segundo os quais o Espírito Santo havia exportado mais de 5 milhões de sacas de café até setembro de 2026. Desse total, 4,22 milhões eram de conilon.
Para o presidente da cooperativa, a expansão do setor depende da profissionalização dos produtores e da atenção à qualidade e à eficiência. Ele também defendeu que a atividade mantenha o equilíbrio entre viabilidade econômica, responsabilidade ambiental e justiça social.
A cerimônia reuniu produtores e representantes do setor em um momento de reconhecimento da qualidade dos cafés e de discussão sobre as oportunidades comerciais para a variedade capixaba.
Confira os cinco primeiros colocados de cada categoria
Café Não Fermentado
- Valmo Pereira da Silva — 86,2 pontos — Alto Rio Novo
- Adair Batista Borges — 86,1 pontos — Alto Rio Novo
- Leandro Alves de Assis — 85,9 pontos — Alto Rio Novo
- Fábio Mateus de Souza — 84,5 pontos — Alto Rio Novo
- Carlos José Alves de Souza — 84,2 pontos — Alto Rio Novo
Café Fermentado
- Dimas Clementino da Silva — 88 pontos — Alto Rio Novo
- Edgar Bastianello — 85,6 pontos — Nova Venécia
- Elisa Silva Bastianello — 84,3 pontos — Nova Venécia
- Assis Antunes S. da Costa — 84,2 pontos — Nova Venécia
- Iracema de O. Bastianello — 82,6 pontos — Nova Venécia
Fonte: Cooabriel
