Conheça as cidades que guardam os berços do cooperativismo no ES, no Brasil e no mundo

Foto: Freepik

O que a cidade inglesa de Rochdale, Ouro Preto (MG), Nova Petrópolis (RS) e Cachoeiro de Itapemirim (ES) têm em comum? Mais do que destinos turísticos cheios de charme, esses lugares foram palco do nascimento de cooperativas que transformaram comunidades inteiras e deram origem a um movimento que hoje movimenta a economia mundial: o cooperativismo.

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Com raízes que remontam ao século XIX, o cooperativismo surgiu como uma alternativa para enfrentar crises econômicas, fortalecer a produção local e garantir melhores condições de vida para trabalhadores e agricultores. A trajetória começou na Inglaterra e rapidamente ganhou força no Brasil, tornando-se uma das formas de organização mais sólidas e democráticas do país.

Rochdale: onde tudo começou

Em plena Revolução Industrial, 28 tecelões — 27 homens e uma mulher — criaram, em 21 de dezembro de 1844, a primeira cooperativa moderna do mundo. A Sociedade Equitativa dos Pioneiros de Rochdale nasceu para vender insumos básicos a preços justos. O modelo, baseado em autonomia e gestão democrática, prosperou mesmo em crises como a Guerra Civil Americana e a Fome do Algodão. De 28 libras iniciais, o capital da cooperativa chegou a 152 mil libras em pouco mais de uma década.

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Nova Petrópolis: a pioneira do crédito na América Latina

No Brasil, o marco inicial aconteceu em 1902, quando o padre suíço Theodor Amstad articulou a criação da primeira cooperativa de crédito da América Latina, em Nova Petrópolis (RS). A então Caixa de Economia e Empréstimos, hoje Sicredi Pioneira, nasceu para apoiar agricultores imigrantes. Mais de um século depois, a instituição integra o Sicredi, com mais de 9 milhões de cooperados e presença em todo o país.

Ouro Preto: a primeira cooperativa brasileira

Antes disso, ainda no século XIX, o Brasil já registrava o surgimento de sua primeira cooperativa oficial: a Cooperativa Econômica dos Funcionários Públicos de Ouro Preto, criada em 27 de outubro de 1889. O objetivo era reduzir a dependência dos comerciantes locais, oferecendo desde produtos agrícolas até materiais de construção a preços acessíveis. Além do consumo, a cooperativa mantinha uma caixa de auxílio para apoiar associados em dificuldade.

Selita: tradição no Espírito Santo

Nas terras capixabas, a história se confunde com a da Selita, fundada em 1938 em Cachoeiro de Itapemirim por 25 produtores rurais. A cooperativa de laticínios atravessou fases de expansão e conflitos, mas ganhou força a partir da década de 1980, quando passou a atuar de forma independente. Hoje, a Selita reúne 1,1 mil cooperados em 35 municípios e oferece uma linha variada de produtos, de queijos a bebidas lácteas.

Um movimento que não para de crescer

De um armazém modesto em Rochdale até a força do cooperativismo agropecuário no Espírito Santo, a história mostra que o espírito de união e propósito coletivo resiste às crises e transforma sociedades. O cooperativismo, ontem e hoje, segue sendo uma prova viva de que quando pessoas se juntam para cooperar, todos ganham.

Fonte: OCB-ES

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