Conselho Nacional do Café quer R$ 15 milhões para pesquisa cafeeira

Silas Brasileiro é o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC)

O Conselho Nacional do Café (CNC) solicitou à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, a ampliação do volume de recursos destinados à pesquisa cafeeira, para um mínimo de R$ 15 milhões, na proposta orçamentária em elaboração pelo Poder Executivo para o ano de 2021 (PLOA 2021).

Segundo o presidente Silas Brasileiro, o pleito reforça um pedido da Embrapa Café, entidade coordenadora do Consórcio Pesquisa Café, ao informar que, atualmente, a proposta orçamentária sugere a alocação de apenas cerca de R$ 6 milhões para o programa nacional de pesquisa.

“Se apenas esse montante de recursos for aprovado, será prejudicado o andamento das pesquisas em curso e da nova carteira de projetos, orientada pelo setor privado conforme suas necessidades práticas do dia a dia, e aprovada pelo Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC)”, explica.

O CNC solicitou à ministra que, na ação orçamentária 20Y8 – “Desenvolvimento da Cafeicultura” (Planos Orçamentários 0002 e 0006), do PLOA 2021, estejam previstos o mínimo de R$ 15 milhões, volume que analisa como necessário para a continuidade do programa de pesquisa no país.

“Esses recursos também viabilizarão a transferência das tecnologias e conhecimentos gerados a técnicos e cafeicultores e a necessária renovação de laboratórios e áreas experimentais das instituições membros do Consórcio Pesquisa Café, que se encontram depauperadas, incluindo nossos preciosos Bancos Ativos de Germoplasma, devido à falta de investimentos nos últimos anos”, completa.

Silas Brasileiro recorda que foi a ciência que conduziu a cafeicultura nacional ao posto de mais sustentável e competitiva do mundo, status que o país só conseguirá manter com um programa de pesquisa ativo, fortalecido e dinâmico.

“A cadeia café precisa do apoio do Governo para que os investimentos em pesquisa sejam mantidos no montante necessário para que avanços continuem ocorrendo na redução de custos, aumento de qualidade, produtividade e na promoção da bioeconomia no setor. O Brasil é o único país do mundo que pode atender à crescente demanda mundial por café e esse fato é fundamental para garantir renda aos produtores rurais, preservando o meio ambiente e gerando riquezas e desenvolvimento para a nação”, conclui Brasileiro.

Texto: Paulo André Kawasaki/CNC

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