Exportação de frutas cresce no Brasil e setor mira Ásia para ampliar mercado até 2030

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O Brasil ampliou sua presença no mercado global de frutas e vem ganhando espaço como um dos principais exportadores do setor. Atualmente, o país ocupa a terceira posição entre os maiores produtores do mundo e acumula crescimento consistente nas vendas externas ao longo da última década.

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Dados do setor apontam avanço de 38% no valor exportado e de 62% em volume nos últimos dez anos. Em 2025, o país atingiu cerca de US$ 1,5 bilhão em exportações de frutas, com saldo positivo próximo de US$ 400 milhões na balança comercial.

Segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas, Eduardo Brandão, o avanço está ligado à organização da cadeia produtiva nos últimos anos.
“Esse crescimento está diretamente relacionado à estruturação do setor a partir de 2013 e 2014, quando houve maior organização produtiva e foco na promoção internacional das frutas brasileiras”, afirmou.

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Entre os principais produtos exportados estão manga, uva, limão, melão, melancia e mamão. A manga lidera em valor, enquanto limão e melão se destacam em volume. Ao mesmo tempo, novas frutas começam a ganhar espaço no mercado externo, como o avocado, impulsionado pela demanda por alimentos considerados mais saudáveis.

Apesar do avanço nas exportações, o mercado interno segue forte e ainda demanda importação de frutas como pera, pêssego e ameixa. Mesmo assim, o saldo comercial permanece positivo, sustentado pela competitividade da produção nacional.

A Europa continua como principal destino, concentrando cerca de 60% das exportações brasileiras. No entanto, o setor tem direcionado esforços para ampliar presença na Ásia, considerada estratégica para os próximos anos.

Países como China e Índia vêm ganhando relevância com a abertura de mercado para frutas brasileiras, incluindo limão, maçã e avocado. A expectativa é de crescimento da demanda na região até 2030.

Além da abertura de novos mercados, a logística segue como um dos principais desafios. A maior parte das exportações é feita por via marítima, enquanto frutas mais sensíveis utilizam transporte aéreo. O objetivo é garantir que o produto chegue ao consumidor final em condições ideais de consumo.

Outro diferencial competitivo do Brasil está na capacidade de produção ao longo de todo o ano, favorecida pela diversidade climática. Isso permite ao país atender mercados internacionais inclusive em períodos de entressafra no hemisfério norte.

Com avanço na qualidade, ampliação de mercados e maior organização da cadeia, a fruticultura brasileira mantém trajetória de crescimento e reforça seu peso dentro do agronegócio nacional.

Fonte: SNA

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