Exportações brasileiras de maçã crescem 180% e Índia se consolida como principal destino
Foto: Freepik

As exportações brasileiras de maçã começaram 2026 em ritmo de recuperação. Entre janeiro e abril, o Brasil exportou pouco mais de 20,8 mil toneladas da fruta, volume 180% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando os embarques somaram cerca de 7,4 mil toneladas.
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Apesar da forte alta anual, o desempenho ainda permanece abaixo da média observada nos últimos anos. Em comparação com a média do período entre 2021 e 2025, o volume atual ainda é 14% menor, indicando que o setor segue em processo gradual de retomada após duas temporadas consideradas mais fracas.
Os dados são do sistema oficial de comércio exterior brasileiro, o COMEX STAT. Embora os números de abril ainda sejam considerados provisórios, o cenário já aponta uma recuperação consistente da presença brasileira no mercado internacional de maçãs.
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Qualidade da safra favorece retomada das exportações
A melhora no desempenho das exportações está diretamente ligada à safra de 2026, marcada por maior volume de produção, frutas de melhor qualidade e calibres maiores.
Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Maçã, a produção nacional deve ficar entre 1,05 milhão e 1,1 milhão de toneladas, crescimento estimado entre 10% e 15% em relação às safras anteriores.
Além do aumento da oferta, as condições climáticas mais estáveis nas principais regiões produtoras favoreceram a qualidade das frutas, permitindo ampliar os embarques sem comprometer o abastecimento do mercado interno.
Índia assume liderança entre os destinos da maçã brasileira
Uma das principais mudanças no cenário exportador foi a ascensão da Índia como principal mercado comprador da maçã brasileira.
De janeiro a abril, os indianos importaram mais de 11,6 mil toneladas da fruta, volume equivalente a quase 60% de todas as exportações brasileiras no período.
O crescimento do mercado indiano é impulsionado pela alta demanda interna e pela diferença entre produção e consumo no país asiático. Com população superior a 1,4 bilhão de habitantes e produção local estimada em cerca de 2,4 milhões de toneladas, a Índia depende cada vez mais de fornecedores internacionais para suprir o mercado.
Além disso, mudanças regulatórias implementadas em 2025 ajudaram a organizar e formalizar o acesso da fruta brasileira ao mercado indiano, fortalecendo as relações comerciais.
Brasil ganha espaço frente a concorrentes sul-americanos
No cenário regional, o Brasil também ampliou sua participação em relação a outros países produtores da América do Sul.
No mesmo período, a Argentina exportou cerca de 18 mil toneladas de maçã, impactada por menor produção de variedades vermelhas. O desempenho reforça o avanço relativo do Brasil no mercado internacional, embora o setor continue altamente dependente de fatores climáticos e da competitividade global.
O perfil dos mercados compradores também mudou nos últimos anos. Países como Bangladesh e Irlanda, que já estiveram entre os principais destinos da fruta brasileira, perderam participação para novos mercados, especialmente na Ásia.
Setor projeta estabilidade para 2026
As projeções para o restante do ano apontam continuidade da recuperação das exportações brasileiras de maçã, embora o setor não espere repetir os volumes excepcionais registrados em 2021, quando os embarques ultrapassaram 60 mil toneladas.
A expectativa é de que 2026 apresente desempenho semelhante ao observado em 2022 e 2023, consolidando um cenário de maior estabilidade após anos marcados por forte volatilidade na produção e no comércio internacional.
Fonte: Fresh Plaza
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