Falsificação de insumos cresce e pressiona rastreabilidade no agro
Foto: Freepik

Bruno Caetano
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O avanço de produtos falsificados no agronegócio tem elevado o alerta no setor e pressionado toda a cadeia produtiva, do fabricante ao produtor rural. Em um mercado cada vez mais complexo, garantir a origem e a integridade dos insumos passou a ser uma preocupação central no campo.
Dados da CropLife Brasil indicam que cerca de 25% dos defensivos agrícolas no Brasil têm origem ilegal, índice acima da média global. Além do prejuízo financeiro, o problema afeta diretamente a produtividade, o meio ambiente e a segurança de quem trabalha no campo.
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As fraudes vêm se tornando mais sofisticadas. Entre as práticas mais comuns estão a reutilização de embalagens originais, troca de rótulos e adulteração do conteúdo, dificultando a identificação por parte do produtor.
As fraudes vêm se tornando mais sofisticadas. Entre as práticas mais comuns estão a reutilização de embalagens originais, troca de rótulos e adulteração do conteúdo, dificultando a identificação por parte do produtor.
Diante do avanço das fraudes, empresas do setor têm investido em tecnologias para reforçar a segurança e a rastreabilidade dos insumos agrícolas. O gerente de produtos para a América Latina da Avery Dennison, Renato Rafael, explica que a empresa atua nesse setor e detalha soluções que vêm sendo adotadas para dificultar adulterações ao longo da cadeia.
“Entre os destaques estão materiais com alta adesividade e baixa resistência ao rasgo, que ajudam a evitar a reutilização de embalagens, além de etiquetas desenvolvidas para superfícies críticas, garantindo maior durabilidade e segurança”, destaca Renato.
Entre as soluções disponíveis estão lacres de segurança, adesivos permanentes e tecnologias que evidenciam qualquer tentativa de violação. A ideia é permitir que fabricantes, distribuidores e produtores identifiquem rapidamente alterações nas embalagens.
Além disso, o avanço da conectividade no campo amplia as possibilidades de controle. De acordo com o gerente de inovação também da empresa, Agustín Stamparin, etiquetas inteligentes com tecnologias como RFID e NFC permitem rastrear os insumos em tempo real e verificar a autenticidade diretamente pelo celular.
“O combate à falsificação no agronegócio passa pela adoção de tecnologias que tragam transparência e confiança para toda a cadeia. A rastreabilidade deixou de ser diferencial e se tornou uma exigência no setor”, afirma Agustín.
Segundo ele, essas ferramentas também permitem ações preventivas e corretivas ao longo da cadeia.
“Hoje já é possível identificar riscos, coletar dados e orientar o produtor sobre o uso seguro dos insumos, garantindo que ele esteja utilizando um produto original”, completa.
Com o aumento da pressão por segurança e conformidade, o uso de tecnologias para rastreabilidade tende a crescer no agronegócio. A exigência não vem apenas do mercado interno, mas também de cadeias internacionais, que cobram cada vez mais transparência na origem dos produtos.
Fonte: Avery Dennison
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