Falta de vacinação contra brucelose pode impedir transporte de animais

Foto: Freepik

Os criadores de bovinos que não imunizaram suas bezerras contra brucelose entre os 3 e 8 meses de idade enfrentarão restrições na emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) para movimentar bovinos de qualquer idade. A medida, implementada nesta quarta-feira (4) pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), visa reforçar o controle sanitário e a imunização do rebanho.

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O gerente de defesa sanitária e inspeção animal do Idaf, Raoni Cezana Cipriano, explica que o controle já era realizado manualmente, mas o bloqueio nem sempre ocorria de forma eficiente. Com a atualização do sistema, a identificação será automatizada, tornando mais efetiva a vigilância. Propriedades com fêmeas bovinas de 9 a 12 meses que não foram vacinadas com a B19 estarão bloqueadas para trânsito de bovinos até regularizarem a imunização.

Para desbloquear a propriedade, será necessário vacinar as fêmeas nessa faixa etária com a RB51 e comprovar a aplicação junto ao Idaf. A médica-veterinária Daniele da Costa Montoni, coordenadora do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), destaca que a brucelose é uma zoonose de impacto mundial, com sérias implicações sanitárias e econômicas. “O comprometimento dos criadores é essencial para a saúde pública e a sanidade do rebanho”, reforça Montoni.

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Como regularizar a situação?

A vacinação contra brucelose é obrigatória entre 3 e 8 meses de idade, utilizando a vacina B19. Caso essa etapa seja perdida, a RB51 deve ser aplicada para regularizar a imunização. Apenas médicos-veterinários cadastrados no Idaf ou vacinadores sob sua supervisão podem realizar o procedimento. A lista de profissionais credenciados no Espírito Santo está disponível no site do Idaf.

Após a vacinação, o produtor tem até três dias para registrar a comprovação no Sistema de Integração Agropecuária (Siapec). O não cumprimento do prazo pode gerar penalidades tanto ao criador quanto ao veterinário responsável.

Com essa nova regra, o Idaf reforça seu compromisso com a sanidade animal e a segurança dos rebanhos capixabas.

Fonte: Idaf

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