Frutas e hortaliças sofrem aumento por conta das fortes chuvas no Rio Grande do Sul

Foto: André Oliveira / MDS

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) trouxe uma avaliação da situação do abastecimento das frutas e hortaliças no Rio Grande do Sul, mostrando as consequências dessas condições extremamente adversas para o plantio, escoamento e comercialização desses produtos.

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A análise, que conta com informações de entidades representativas do setor, como as Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa/RS), Ceasa Serra ADCOINTER – Caxias do Sul e a Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS), está no 5º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), publicado ontem (20).

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De acordo com a publicação, as operações comerciais realizadas na Central de Abastecimento (Ceasa) do Rio Grande do Sul na capital Porto Alegre foram transferidas para a cidade de Gravataí. Ainda assim, os problemas logísticos dificultam fazer chegar os alimentos até a Central e os consumidores conseguirem se abastecer e retornar para seus estabelecimentos comerciais para ofertá-los à população. Por outro lado, a Ceasa em Caxias do Sul está operando de forma normal, pois não foi atingida pela inundação. Contudo, o volume comercializado está menor, uma vez que muitos produtores foram atingidos.

Já com relação à produção dos alimentos, para as folhosas, segundo a Emater no RS, o cenário em diversas regiões do estado é de impacto negativo pelo longo período chuvoso, com alagamento em algumas regiões produtoras. Até em ambientes protegidos o desenvolvimento tem sido comprometido pela elevada umidade com baixa luminosidade.

Outro problema é a impossibilidade de realizar o manejo das áreas para a reconstrução de canteiros na maior parte do período. Verificam-se perdas de solo, nutrientes e matéria orgânica. Na Fronteira Oeste, os produtores de alface de Uruguaiana relatam perda de 50% da produção em função do longo período chuvoso.

Para as frutas, uma das preocupações são com os citros. De acordo com a empresa de assistência técnica e extensão rural gaúcha, em Santa Rosa, grande parte das plantas cítricas apresenta carga e frutos pequenos, além da presença de cochonilha, ácaro e pulgão. No município há oferta de variedades precoces de bergamota Okitsu, Ponkan e Satsuma e de laranja do céu. Já em Soledade, verifica-se atraso no desenvolvimento e na maturação de frutos por falta de luminosidade, além de baixa qualidade.

Apesar dos problemas de logística e produção encontrados na Ceasa-RS – Porto Alegre, a maioria dos produtos teve a cotação dos preços estáveis no comparativo com os preços anteriores às enchentes. As altas mais destacadas, no último dia 15, foram da rúcula, couve, morango e beterraba. Já na Ceasa Serra, em Caxias do Sul, a partir dos dados informados ao Prohort, na média das cotações coletadas no dia 7 e 14 de maio, de 48 produtos acompanhados, 35 tiveram alta, quatro mantiveram os preços e nove tiveram queda quando comparados com abril.

Outras informações sobre o panorama de abastecimento de frutas e hortaliças no Rio Grande do Sul após enchentes, bem como sobre a comercialização em abril de frutas e hortaliças no setor atacadista, podem ser encontradas no boletim publicado na página da Companhia.

Fonte: Conab

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