Idaf promove monitoramento de doenças em aves de descarte

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) retomou, desde julho deste ano, as ações de monitoramento de doenças em aves de descarte. O trabalho consiste na realização de exames, do tipo PCR, para identificar eventual presença dos vírus de Influenza Aviária ou Doença de Newcastle.

De acordo com o diretor-presidente do Idaf, Mário Louzada, as coletas de vigilância ativa fazem parte das ações de monitoramento do plantel avícola do Espírito Santo. “O objetivo é proteger o patrimônio avícola estadual contra a entrada de doenças. Além disso, esse trabalho é pré-requisito para a abertura dos mercados internacionais, como o Chile, para o produto capixaba”, explicou.

Até o momento, foram realizadas 30 coletas, nos municípios de Santa Maria de Jetibá, Domingos Martins, Alfredo Chaves, Venda Nova do Imigrante, Alegre e Marechal Floriano. Todos os resultados foram negativos, confirmando a condição do estado como livre das doenças monitoradas.

APOIO DO SETOR – O trabalho é conduzido pelos médicos-veterinários do Idaf, que se deslocam até as granjas, com agendamento prévio, para proceder a coleta, com a utilização de swabs, que passam na traqueia e na cloaca da ave.

O médico-veterinário do Idaf Leandro Marinho, coordenador do Programa de Sanidade Avícola no órgão, informou que o procedimento é simples e rápido, não atrapalhando a produção da granja, uma vez que são selecionados poucos animais nos lotes mais antigos.

Ele destacou, ainda, que o apoio dos responsáveis técnicos e dos proprietários das granjas é fundamental, sobretudo com o envio de informações sobre o planejamento de descarte das aves de postura, a partir do preenchimento do formulário eletrônico. “Com esses dados, temos condições de coordenar as coletas e estabelecer melhor controle, fatores que são essenciais para comprovar a articulação entre o Idaf e o setor, e, assim, permitir a ampliação de mercado, por exemplo”, pontuou.

O formulário eletrônico pode ser acessado em: https://idaf.es.gov.br/sanidade-avicola. Essas informações também podem ser repassadas diretamente na gerência local do Idaf do município ou por telefone. Confira a lista de contatos no link:  https://idaf.es.gov.br/contatosidaf.

PARCERIA – Por meio de parceria com a Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (Aves), o Instituto recebeu doação de três mil swabs para executar as ações. “A associação tem colaborado fortemente em diversas frentes; esse apoio tem sido fundamental para avançarmos no processo de vigilância do segmento”, disse Marinho.

CONTROLE – A normatização federal define o programa de gestão de risco diferenciado, baseado em vigilância epidemiológica, além de outros métodos de controle, para os estabelecimentos avícolas considerados de maior suscetibilidade à introdução e disseminação de agentes causadores de doenças.

Mesmo ainda não detectada no Brasil, a Influenza Aviária tem abrangência mundial e pode gerar graves consequências à produção avícola estadual, considerando que pode levar a mortalidades acima de 90% do plantel. A doença atinge principalmente as aves, mas o vírus causa doença respiratória grave em humanos, podendo levar a mortes.

A Doença de Newcastle, apesar de ter ocorrência no Brasil, não é registrada no Espírito Santo desde 1996, sobretudo por conta das ações de defesa sanitária e do aumento da biosseguridade promovido pelos produtores, principalmente por meio do registro de granjas. É uma doença altamente contagiosa para as aves, que pode levar a grandes prejuízos, com perda de produção e alta mortalidade.

Fonte: Idaf-ES

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