Incaper suspende atendimentos coletivos e eventos no Espírito Santo

Juliana Esteves/Incaper

O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) adotou uma série de providências para reduzir o risco de transmissão do novo coronavírus (Covid-19). As medidas atendem as diretrizes do Governo do Estado do Espírito Santo e já foram repassadas aos servidores.

Estão suspensos todos os atendimentos coletivos envolvendo ações de pesquisa, assistência técnica e extensão rural (ater), bem como eventos realizados pelo Instituto. Reuniões, dias de campo e outros eventos que envolvam aglomeração de pessoas não serão realizados enquanto perdurar o decreto de situação de emergência em saúde.

As unidades seguem funcionando e as visitas programadas estão mantidas. Ainda assim, a orientação é para que atendimento aos agricultores capixabas seja feito, preferencialmente, por telefone. A lista completa com o telefone de contato das unidades do Incaper está disponível em: www.incaper.es.gov.br/enderecos_telefones.

Cursos e capacitações que envolvam servidores do Instituto, bem como a participação de profissionais do Incaper em eventos e viagens também foram suspensos. As exceções deverão ser informadas às coordenações locais e regionais e, quando for o caso, avaliadas junto ao Grupo de Trabalho de Emergência em Saúde Pública do Incaper e à Sala de Situação de Emergência em Saúde Pública do Estado do Espírito Santo.

As medidas serão verificadas periodicamente e poderão ser alteradas conforme a necessidade. “Para tomarmos essas decisões, nós levamos em consideração diversos fatores: a preocupação do Governo do Estado em adotar medidas que realmente evitem a disseminação do novo coronavírus e a necessidade de manter os serviços de pesquisa, assistência técnica e extensão rural preservando a vida e o bem-estar tanto dos servidores do Incaper quanto das famílias rurais capixabas”, disse o diretor-presidente do Incaper, Antônio Carlos Machado.

Machado convocou uma reunião na última terça-feira (17), na Sede do Incaper, em Vitória, para discutir com gerentes e coordenadores as providências tomadas pelo Instituto. O encontro teve sua duração reduzida e foi realizado num ambiente com portas e janelas abertas, para permitir a circulação do ar.

“Essa reunião só está sendo realizada desta maneira porque temos urgência e não tinha outro jeito de passar com rapidez as informações que nos foram dadas ontem pelo governador. Mas essa é a última, e nós fizemos questão de nos cercar dos cuidados necessários. Enquanto estivermos suscetíveis ao novo coronavírus, o Incaper não vai realizar eventos coletivos presenciais ou participar deles. Vamos lançar mão das conferências web. Já fizemos isso em outras ocasiões, sabemos que funciona bem”, acrescentou o presidente do Incaper.

Outras medidas

“É difícil convencer os agricultores a não cumprimentar a gente dando um aperto de mão”, disse uma extensionista do Incaper que atua no interior do Estado. A mudança de comportamento talvez seja um dos maiores desafios impostos pela pandemia. Entretanto, evitar o contato físico entre colegas de trabalho e os demais públicos do Incaper é fundamental. Para tanto, o Instituto disponibiliza produtos de higiene adequados em todas as suas unidades, e orienta os servidores sobre comportamentos que ajudam a reduzir o risco de transmissão do novo coronavírus. Sugere-se, ainda, que os servidores do Incaper orientem as pessoas sobre os procedimentos de higiene que ajudam a evitar a disseminação da doença e divulguem apenas as informações oficiais a respeito do assunto, já que há muita desinformação circulando nas redes sociais.

Como prevenir

A mudança de comportamento (evitando o contato físico) associada à adoção de hábitos de higiene e à ampliação de zonas de limpeza em áreas de circulação são eficazes para a redução significava do potencial do contágio.

As mãos devem estar limpas. Água e sabão são suficientes para uma higienização adequada, e a maneira de lavar as mãos deve ser cuidadosa: esfregando as palmas e o dorso das mãos, os espaços entre os dedos, o polegar, as unhas e os punhos. Na utilização de álcool para higienização das mãos, o produto pode ser liquido ou em gel, mas deve ser na concentração de 70%.

O não compartilhamento de objetos de uso pessoal, como copos e talheres, também ajuda a reduzir o risco de transmissão. É interessante também ficar atento à higienização dos móveis e equipamentos utilizados no dia a dia, como mesa, teclado e mouse do computador, telefones, maçanetas e interruptores.

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