Irrigação planejada é solução para evitar prejuízos em lavouras durante o verão

O mês de dezembro chega trazendo o verão, a estação mais quente e, via de regra, a que mais costuma dar dor de cabeça aos produtores rurais em regiões que sofrem com a estiagem. E é justamente no final do ano que as temperaturas máximas médias variam entre 31 ºC e 33 ºC em boa parte do Espírito Santo, segundo o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

Além do calor intenso, o verão se caracteriza por precipitações médias acima de 450 milimetros na maioria das regiões capixabas, mas podem ocorrer variações. A preocupação é que se repita a seca que castigou o Estado no período entre 2013 e 2016. Situação que acaba acarretando sérias consequências para a agricultura, em função da quantidade limitada de chuvas e da estiagem que podem desencadear uma crise hídrica.

Por isso, em períodos assim, mais do que nunca, é importante estar atento ao manejo adequado do solo e, principalmente, investir em técnicas corretas de irrigação.

IRRIGAÇÃO PLANEJADA – “A irrigação complementa a disponibilidade da água provida pela chuva, o que pode melhorar bastante os resultados da produção e ajudar a passar pelos momentos mais críticos de tempo seco”, explica o engenheiro agrônomo diretor da Hydra Irrigações, Elídio Torezani.

Contudo, Elídio destaca que até mesmo a irrigação precisa ser bem pensada e dosada. “Irrigar corretamente pode ser a solução para as épocas secas. Porém, é preciso saber a quantidade e o momento certo de irrigar”, recomenda.

Isso porque, se a falta de água prejudica o plantio, o excesso pode ser ainda mais nocivo para a produção, como assinala o engenheiro. “Além de prejudicar a planta, a água em excesso gera gastos a mais, ou seja, ônus para o produtor”, alerta.

TECNOLOGIA – Buscar um modelo mais acertado de gestão de água é essencial para a eficiência do cultivo. “Informações técnicas e orientações corretas são primordiais para entender o que é melhor para sua plantação”, diz Elídio Torezani.

Acontece com as plantas algo similar ao que ocorre com a gente. Se ficarmos dois dias sem água, por exemplo, não morreremos, mas o corpo começará a sofrer gradativamente impactos muito negativos para a saúde. Com o vegetal, também é assim: ele terá um estresse hídrico, o que acarreta, certamente, em perdas consideráveis na produção.

Além da irrigação bem planejada, há sensores que qualificam as demandas climáticas, como estações meteorológicas e alguns equipamentos pró-ativos que podem ser colocados no solo ou na própria planta e que trazem informações detalhadas, essenciais para o bom monitoramento.

“É importante ressaltar que há vários fatores que devem ser levados em consideração no período de seca para tentar reduzir os prejuízos. A agronomia é uma ciência complexa porque lidamos com seres vivos em ambientes externos e sujeitos a intempéries. A irrigação é um dos elementos essenciais na busca pelos melhores resultados e deve ser muito bem orientada”, analisa o diretor da Hydra.

O especialista afirma que estão surgindo cada vez mais tecnologias que amparam o produtor nessas situações adversas e, por isso, é fundamental que o empreendedor busque informações a fim de garantir a produtividade.

Algumas dicas de irrigação para enfrentar o verão

  • Um bom planejamento da irrigação ajuda a diminuir os impactos das altas temperaturas e da estiagem. Busque informações técnicas com especialistas.
  • Com orientação, é possível buscar estratégias para suprir a falta de água durante o verão. Dessa maneira, não será necessário adotar medidas drásticas para manter a produtividade neste período.
  • Use a tecnologia a seu favor. Os sensores de última geração são excelentes para garantir informações mais precisas em relação às demandas climáticas.
  • A proteção do solo continua sendo uma das práticas mais necessárias para garantir o bom cultivo, assim como manter as ervas daninhas sob controle.
  • Além de definir adequadamente a quantidade de água, é fundamental ajustar o intervalo entre uma irrigação e outra. Assim, garantirá o melhor crescimento de planta, frutos e grãos e ainda economizará água e energia elétrica.
  • Com o uso de planejamento e tecnologia adequados, o produtor apenas acionará o sistema de irrigação quando necessário e no tempo exigido pela plantação, sem desperdícios.

Fonte: Vera Caser Comunicação

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