Japoneses compram cafés produzidos de forma mais sustentável

As mudanças climáticas e a ação para mitigação de seus efeitos norteiam as ações do Consórcio Cerrado das Águas (CCA), que juntamente com os produtores rurais em bacias hidrográficas em áreas da Região do Cerrado Mineiro, age para tornar a agricultura mais resiliente ao clima, adotando práticas de agricultura inteligente para o clima. Assim, a Volcafe, trading internacional que é membro associada de plataforma colaborativa, tem desenvolvido o mercado japonês para os cafés produzidos por cafeicultores que integram o CCA.

Os frutos desse projeto já estão sendo colhidos. Em 2022, foi feita uma comercialização exclusiva para compradores do Japão, cujo lote era composto por cafés produzidos aplicando estratégias de agricultura climaticamente inteligente, sob orientação do CCA, entregando qualidade, sustentabilidade e responsabilidade. O resultado culminou em uma nova procura por estes cafés, cujo desenvolvimento de mercado é feito pela Volcafe Japão, em parceria com a unidade brasileira, coordenada pelo diretor comercial, Marcelo Pedroza.

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De acordo com ele, a Volcafe Japão tem feito um trabalho de promoção dos cafés produzidos sob as estratégias do Programa de Investimento no Produtor Consciente (PIPC), conduzido pelo CCA. O retorno é um interesse crescente, tanto que nesta safra de 2023, houve uma comercialização de 150 sacas de um dos produtores da plataforma, cujo trader da Volcafe Japão esteve pessoalmente em missão realizada pelo CCA, em março, para conhecer de perto as estratégias, os produtores e o trabalho realizado de forma colaborativa.

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O café comercializado neste ano foi produzido na Fazenda Sílvia Amélia, em Serra do Salitre e faz parte da bacia do Ribeirão Grande, principal fonte de abastecimento do município. A propriedade tem uma área total de 264 hectares, dos quais 170 são dedicados à produção de café. Dentre as estratégias orientadas pelo Consórcio na propriedade, estão: inserir diversidade na entrelinha através do mix de sementes de cobertura do solo; aumentar a diversidade na paisagem através do plantio de árvores e o enriquecimento das áreas de vegetação nativa. O produtor Eduardo Lana celebra o resultado que tem alcançado na lavoura e o reconhecimento advindo da parceria com o CCA.

“Vislumbramos desde sempre, em nossas propriedades, o respeito à terra, à fauna e à flora, às águas e todas as estruturas físicas que as compõem. O CCA é visto por nós como um parceiro fundamental, que vai gerir de forma macro o sistema no qual estamos inseridos, pois pode alcançar meus vizinhos, a comunidade em que estamos inseridos, a iniciativa privada e o poder público. Não somos uma porção isolada de terra, fazemos parte de um todo, e, na nossa visão, o CCA pode ser o ponto de ligação destes agentes que formam o todo”, afirma Lana.

“A Volcafe se orgulha de fazer parte do CCA e celebra junto com seus parceiros uma nova carga de café destinada ao mercado japonês. Estamos muito felizes em reconhecer e incentivar os produtores do programa através de negócios reais que agregam valor à sua operação e ao seu produto. Esta nova demanda é o reconhecimento da qualidade do café do Cerrado, do excelente trabalho feito pelos produtores na implementação de práticas climaticamente inteligentes e pelo incansável trabalho do time executivo do CCA. Parabéns a todos envolvidos. Vamos juntos, estamos apenas começando”, celebra Marcelo Pedroza, diretor comercial da Volcafe.

A comercialização do café também é celebrada no CCA, para a secretária executiva, Fabiane Sebaio. Segundo ela, o apoio como este da Volcafe na promoção e comercialização do café produzido com estratégias do PIPC demonstram o compromisso da plataforma colaborativa e dos produtores em evoluírem em seus sistemas de produção com conservação dos recursos.

“A venda do café para o Japão é uma forma de reconhecer o produtor PIPC que está buscando fazer a transição para uma agricultura climaticamente inteligente e esse também é um dos objetivos do CCA: buscar mecanismos para que os produtores sejam reconhecidos e tenham condições de fazer a transição”, complementa.

Texto: ASCOM/Consórcio Cerrado das Águas

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