Lançadas diretrizes estratégias para o setor de cachaça

Foram anunciadas, ontem (17), as Diretrizes Estratégicas da Cadeia Produtiva da Cachaça, que propõem ações para o desenvolvimento da cadeia produtiva da cachaça com meta de estar entre os três principais destilados do mundo até 2025.

No evento, que teve como apoiadores a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), e como presentes o secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Guilherme Soria, o coordenador geral de Apoio às Câmaras Setoriais do MAPA, Helinton Rocha, a presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cachaça, Alexsandra Machado, além do consultor especial, Jairo Martins, foram apresentadas as Diretrizes Estratégicas com base nas quatro dimensões do balanced score card que são:

Cliente e Sociedade – Identificação dos elementos que compõem a inteligência competitiva da cachaça e elaboração de um plano consistente de comunicação coletiva e relacionamento com os mercados, nacional e internacional, explorando a cachaça como IG (Indicação Geográfica) do Brasil.

Processos Internos – Atendimento à legislação, seguindo rigorosamente os padrões de identidade e qualidade, os preceitos da ética e da sustentabilidade, as boas práticas, com base na ciência, na tecnologia e no conhecimento para ganhar respeito e credibilidade em nível global.

Aprendizados e Pessoa – Com urbanidade e harmonia, a unidade setorial das organizações e instituições integrantes da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cachaça, movidas por um propósito comum, é fundamental para que cumpra a sua missão e alcance a sua visão de futuro.

Sustentação Financeira – Exploração de novos modelos de negócios para a reorganização da cadeia de valor setorial, incluindo arranjos produtivos, fiscalização, fornecedores, competências, autogestão, governança, plataformas, exportação, tributação, linhas de crédito e incentivos oficiais.

O secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Guilherme Soria, define o documento como crucial para a profissionalização e uma política sólida para o setor que seja impulsionadora da valorização da cachaça e da competitividade entre os destilados pelo mundo.

Soria ainda ressalta a participação ativa dos produtores registrados no MAPA no alcance das propostas pelas diretrizes. “Com as ações podemos construir e fortalecer políticas para o setor, que fixa o homem do campo, traz prosperidade a inúmeros municípios brasileiros, emprega, gera divisas, traz prêmios para o país, inova e cria novas profissões como o sommelier de cachaça” destaca.

De acordo com Alexsandra Machado, presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cachaça, o documento foi construído a partir das dores e, também, das conquistas de produtores e das entidades de classe. “Ao longo do ano nos debruçamos nesse estudo, junto ao professor Jairo Martins. Esse é um dos documentos mais detalhados e atualizados do setor e reúne todas as nossas potencialidades e quais questões ainda merecem atenção para um crescimento sustentável e cada vez mais responsável”, explica.

De acordo com Carlos Lima, diretor executivo do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), entidade representativa do setor da cachaça e apoiadora do evento, o lançamento das diretrizes é um marco para o setor produtivo, uma vez que servirá de guia para que a cachaça continue a conquistar reconhecimento internacional, comprovando o seu potencial e possibilitando transpor desafios, inclusive internos, garantindo a sobrevivência do setor.

“O lançamento das Diretrizes Estratégicas não é só mais um importante passo para o setor, mas, principalmente, um guia para que ele continue a se desenvolver de forma sustentável. Além disso, traz uma análise criteriosa dos pontos fortes e dos pontos fracos, oportunidades e desafios do setor e, ainda, indicam os principais pontos que precisam ser desenvolvidos pelos seus diversos atores”, enfatiza Lima.

Fonte: IBRAC

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