Lançado guia gratuito de saneamento rural para agricultores brasileiros

Foto: Wilson Tadeu Lopes da Silva

Esgoto Doméstico no Meio Rural: Tratamento e Implicações para a Saúde Humana. Esse é o tema da mais nova publicação, com pouco mais de 50 páginas, que faz parte de uma série de publicações editadas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Centro de Comunicação Rural da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS).

O documento, que já está disponível (clique aqui), é de autoria e coordenação do engenheiro agrônomo Hemerson Calgaro, que atua como diretor técnico da CDRS Regional São Paulo.

“Trata-se de uma publicação de leitura fácil, acessível e que oferece conceitos pertinentes ao saneamento rural, bem como opções de tratamento em função da capacidade técnica e econômica do agricultor, ou seja, técnicas que se ajustam às necessidades e realidades de cada agricultor e sua localidade”, afirma o coordenador da CDRS, José Luiz Fontes, que assina a apresentação da publicação.

De acordo com Fontes, “quando analisamos o meio rural, uma série de elementos compõe este cenário que, ao mesmo tempo, é o local responsável pela produção de alimentos nas áreas agricultáveis, bem como é o de preservação ambiental, seja por meio da vegetação nativa, das áreas de preservação permanente, das nascentes, do lençol freático, entre outros. É fato consumado que a integração e o uso racional desses elementos são fundamentais para o desenvolvimento rural sustentável, haja vista que não podem existir isolados e independentes, alheios aos processos ecossistêmicos e biogeoquímicos”, argumenta Fontes.

O saneamento, por si só, é um tema altamente relevante para o Brasil e para o mundo. Para alguns, pode tratar-se de uma simples benfeitoria, mas está relacionado diretamente ao desenvolvimento econômico e social de um país, estado e/ou município, atingindo diretamente a qualidade de vida das pessoas e sua participação na sociedade em que está inserida. Pode-se afirmar que “sem saneamento não há desenvolvimento, o saneamento é questão de saúde pública”, frisa o autor, explicando o que o motivou a escrever tal publicação.

Foi também pensando em termos de saúde pública que Hemerson convidou o professor e médico veterinário João Barbudo Filho para participar desta edição, falando sobre as doenças relacionadas ao saneamento, ou melhor, à falta de saneamento. Os textos são de fácil leitura e seguem a eles toda uma bibliografia que pode ser consultada pelos que se interessarem. Na primeira parte são abordados dois modelos de tratamento do esgoto doméstico na área rural: modelo Embrapa, desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, e modelo Unicamp, desenvolvido pela Universidade Estadual de Campinas, ambas instituições renomadas nacional e internacionalmente.

“O Brasil possui no Plano de Saneamento toda uma programação do que deve ser feito, onde e como. O que é preciso é que esse plano seja executado, mesmo com um cronograma extenso, porém que não venha a sofrer interrupções”, explica Calgaro. O técnico explica, ainda, que no Estado de São Paulo, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) realiza com maestria, com cuidados técnicos e cumprimento legal e ambiental, toda uma estrutura de coleta, tratamento e destinação do esgoto doméstico, bem como todo um tratamento relacionado à água potável.

“Porém esse serviço contempla prioritariamente, por uma questão geográfica, somente a área urbana, restando ao meio rural iniciativas pontuais e que muitas vezes podem ser adotadas (e são) pelos próprios agricultores a um baixo custo e com alta eficiência. Tais iniciativas, na maioria das vezes, contam com acompanhamento técnico por meio dos extensionistas da CDRS”, salienta Calgaro.

Tal publicação vem esclarecer algumas dúvidas de produtores e até outros técnicos da rede pública ou privada. O importante é que são informações básicas que podem delinear toda uma proposta para que o saneamento rural possa ser implantado e ganhe cada vez mais adeptos em todo o Estado. Trata-se de uma contribuição, mais informações e dúvidas podem ser esclarecidas junto aos extensionistas da CDRS.

Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

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