Lei inédita reconhece anta e queixada como patrimônios da biodiversidade no norte do Espírito Santo
Fot: Acervo Instituto Pro-Tapir

O município de Pinheiros aprovou uma lei inédita no país ao reconhecer a anta e a queixada como patrimônios da biodiversidade local. A medida coloca a cidade como a primeira do Brasil a conceder esse статус legal a mamíferos silvestres desse grupo.
Anúncio
A proposta foi articulada pelo Instituto Pró-Tapir para a Biodiversidade, que atua há mais de uma década na preservação da fauna da Mata Atlântica. A nova legislação ainda aguarda publicação oficial, mas já marca um avanço na política ambiental municipal.
A escolha do município está diretamente ligada à presença da Reserva Biológica do Córrego do Veado, considerada um dos principais refúgios dessas espécies no estado. A área concentra populações de anta (Tapirus terrestris) e queixada (Tayassu pecari), ambas ameaçadas de extinção.
Anúncio
Mais do que simbólica, a medida tem impacto direto na conservação ambiental. As duas espécies exercem papel estratégico no equilíbrio dos ecossistemas, atuando na dispersão de sementes, regeneração florestal e manutenção da biodiversidade — funções que influenciam inclusive a estabilidade climática.
Por estarem em listas de ameaça em níveis estadual, nacional e internacional, a proteção desses animais também está ligada à manutenção de serviços ambientais essenciais para atividades produtivas, inclusive no meio rural.
A iniciativa ocorre em um momento de fortalecimento institucional do próprio instituto responsável pela proposta, que amplia sua atuação em políticas públicas e articulação internacional. Entre os avanços recentes, está o reconhecimento de uma data global voltada à conservação de espécies como queixadas e catetos, reforçando a visibilidade do tema.
Na prática, a nova lei abre caminho para ações mais estruturadas de preservação, educação ambiental e integração com comunidades locais. Também cria um ambiente mais favorável para iniciativas que conectam conservação da biodiversidade e desenvolvimento sustentável no território.
Fonte: Instituto Pró-Tapir para a Biodiversidade
Anúncio
Anúncio