Novidades para o agronegócio na Expodireto Cotrijal

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A feira é realizada na cidade de Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul

Até a próxima sexta-feira (06), a cidade de Não-Me-Toque (RS), está movimentada com a realização da 21ª edição de um dos eventos mais completos do setor agropecuário do país: a Expodireto Cotrijal. O evento conta com exposição de várias tecnologias, palestras e fóruns técnicos.

Entre as diversas novidades presentes na feira voltadas para o meio rural, um aplicativo de gestão de frota agrícola está sendo apresentado pela LS Tractor. Ao iniciar o dia de trabalho na fazenda, o App LS Tech vai receber as ordens de serviço para aquele dia, encaminhadas pelo gestor da propriedade de onde ele estiver, diretamente para um tablet eliminando a antiga forma que era anotações num papel. Tudo pode ser alterado ou ajustado pelo operador.

O aplicativo agiliza o controle da frota agrícola

“Para operar a máquina (trator ou colheitadeira) o operador vai precisar de uma chave digital (QR Code) para acionar o sistema que vai fazer o reconhecimento dos dados da pessoa e se comunicar com a base”, explica o gerente de marketing e produto da LS Tractor, Astor Kilpp. Com o novo recurso a gestão da mecanização nas propriedades fica mais fácil, pois este sistema permite a instalação e uso em um tablet comum ou até mesmo um smartphone ao invés dos monitores que se usam normalmente nas máquinas e que tem um custo mais elevado.

O gestor da propriedade tem 100% do controle, do que está acontecendo, do que foi realizado e o que ainda está em aberto. O operador vai definir qual a melhor forma de utilizar o equipamento para determinada atividade a ser desenvolvida. O aplicativo torna os processos operacionais mais interativos. É uma excelente ferramenta para as mais diversas aplicações agrícolas, na fruticultura, café ou até mesmo setor de grãos. ”O App interage com o sistema de telemetria, recebendo todos os dados e os registrando, também emite avisos (alertas) como, por exemplo, abastecer o trator”, revela Kilpp.

TRIGO – A utilização do trigo de planta inteira como fonte alternativa de proteína e energia na dieta do rebanho será outro destaque nesta edição do evento. A novidade é o lançamento de mixes de cultivares de trigo para silagem e pré-secado que tem em comum duas particularidades: a ausência de aristas – por isso tem alta palatabilidade, elevada digestibilidade e qualidade nutricional – é fonte rica de proteína e de energia, além de fornecer fibra efetiva.

Segundo o gerente de nutrição animal da Biotrigo, Tiago de Pauli, o objetivo do projeto da Biotrigo ao lançar trigos exclusivos para alimentação animal é atender a uma demanda comum entre os pecuaristas: a escassez de alimentação durante períodos de baixa oferta, perdas de produtividade ou seca.

“Dentre as estações do ano, o verão é o período em que se faz o maior volume de alimento conservado, especialmente a silagem de milho, mas na maioria das vezes a sua produção não garante a alimentação no restante do ano e é especialmente no outono, onde ocorre a troca das pastagens de verão e entram as de inverno, que as preocupações aumentam porque essa troca se estende por até 3 meses e logo após com o frio intenso, a umidade e as geadas prejudicam o desenvolvimento das pastagens e a produção de alimentos conservados. Já o trigo, além de manter o solo produzindo na entressafra das culturas principais, pode substituir parcial ou totalmente o milho na formulação de dietas balanceadas, com a vantagem de fornecer maior concentração de proteína e ainda aumentar o retorno financeiro”, explica.

Sanidade e produtividade na nova soja da Embrapa

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A cultivar de soja BRS 5804RR é o lançamento da Embrapa para a região fria do Brasil. Um dos destaques da cultivar é a resistência à podridão radicular de fitóftora, problema recorrente nas lavouras da Região Sul. O potencial de rendimento da soja está acima de 100 sacas por hectare.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Trigo, Paulo Bertagnolli, um dos diferenciais da cultivar BRS 5804RR é a amplitude de semeadura, adaptada a plantios tanto no início quanto no final da época recomendada, quando demonstrou diferencial significativo em produtividade comparada a outros materiais de mesmo ciclo. Os melhores resultados ocorreram nas semeaduras entre 21 de outubro e 30 de novembro, quando os rendimentos ultrapassaram os 6 mil kg/ha.

“A cultivar foi testada em 22 locais durante três anos e mostrou-se realmente superior às testemunhas”, conta o pesquisador, lembrando que a ampla janela de semeadura permite o escalonamento de plantio ou mesmo o replantio em situações de adversidade climática. Um dos principais problemas nos cultivos de soja na Região Sul é a podridão radicular de fitóftora, que implica na morte de plantas na fase inicial da lavoura. A cultivar BRS 5804RR é resistente à fitóftora, problema recorrente em solos com excesso de umidade e áreas sem rotação de culturas.

Além da sanidade de raíz, a alta produtividade da BRS 5804RR também resulta do elevado peso de mil grãos (PMG 210 g), em plantas de porte médio que apresentam vagens com quatro grãos. A cultivar está indicada para a região Macrorregião Sojícola 1, que abrange os estados do RS, SC e regiões frias do PR e SP.

Controle biológico de pragas com aplicação via drone

O controle biológico de pragas em lavouras de qualquer tamanho é uma realidade e custa até 30% menos que o controle tradicional com agrotóxicos. No Rio Grande do Sul, é a GEOPLAN, empresa do engº Agrônomo e produtor rural, Cristiano Gotuzzo, que tem obtido resultados sistemáticos. A empresa está apresentando, no estande da CCGL, estes e outros resultados na 21ª edição da Expodireto.

Sobre os resultados, por exemplo, na safra anterior (2018/2019) a Geoplan realizou o controle de pragas com aplicação de agentes biológicos via drone em 10 propriedades produtoras de milho e soja, em municípios da Região Sul do RS. Foram mais de 1,5 mil hectares, onde registraram 100% de resultado, sem incidência de praga.

Na atual safra (2019/2020), o espectro aumentou. Foram cerca de 40 propriedades e mais de 4 mil hectares, pelo estado do RS, que aderiram ao manejo biológico de controle de praga, ecologicamente sustentável e que preserva o meio ambiente. “Ou seja, o produto final é de qualidade superior, tem o mesmo nível de resultado de produção na comparação do manejo com químicos”, explica Gotuzzo.

Além disso, tem três grandes diferenciais competitivos: não agride o meio ambiente, o produto final é saudável, e impactada, positivamente, o valor final do custo da produção. Ou seja, o produtor gasta muito menos. “Na comparação, o uso de controle com agrotóxico custa, em média, R$ 50,00 a aplicação e precisou, nesta safra, ser realizada pelo menos de 3 a 5 aplicações em lavouras de milho. Já nas propriedades com o manejo de controle biológico de pragas, a aplicação custou R$ 40,00 e precisou ser realizada apenas uma vez”, afirma Gotuzzo.
Recentemente, a GEOPLAN participou de um estudo da CCGL que, em parceria com a Setrem e a Bioin, fizeram pesquisa do controle de pragas, com aplicação de agentes biológicos via drone, em milho. Os resultados desse estudo serão divulgação pela CCGL na Expodireto 2020.

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