Pesquisa sobre curativo à base de nanocelulose de pínus é premiada internacionalmente

Foto: Kátia Pichelli

A pesquisadora Francine Ceccon Claro, que desenvolveu, como projeto de Mestrado, um curativo de baixo custo à base de nanocelulose de pínus, recebeu mais uma premiação por esta pesquisa, desta vez em nível mundial. O trabalho foi apresentado e premiado na última quinta-feira (29), pelo International Council of Forest & Paper Associations (ICFPA).

Em reunião, o júri internacional conheceu os resultados e benefícios da pesquisa criada e desenvolvida no Laboratório de Tecnologia da Madeira da Embrapa Florestas, orientada pelo pesquisador Washington Magalhães, e realizada durante o mestrado em Engenharia e Ciência dos Materiais, na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

O prêmio Blue Sky Young Researchers and Innovation é um concurso para jovens pesquisadores e profissionais do setor florestal. Após ser selecionada na etapa nacional, conduzida pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) em dezembro do último ano, na etapa mundial, a pesquisa foi vencedora junto com duas outras: uma sobre bioplástico biodegradável derivado de serragem de pínus (de Jesús Rodriguez, do Chile), e outro sobre desidratação de nanomateriais de celulose por ultrassom (de Udita Ringania, dos Estados Unidos).

Para Francine, a premiação mostra a utilidade dos resultados de pesquisa e a sua aplicabilidade: “é a mostra de que a pesquisa científica traz resultados significativos para a sociedade. Ver isso ser reconhecido e, mais ainda, se concretizar, é o que move o trabalho da ciência”, comemora a pesquisadora. Segundo Washington Magalhães, que orientou o trabalho, “a nanotecnologia tem um vasto campo de trabalho e, quando aliada a uma matéria-prima renovável, como as florestas plantadas, possibilita a criação de produtos benéficos à sociedade de forma sustentável. Temos muitas possibilidades a explorar ainda”, analisa.

Novos passos para tornar a tecnologia acessível estão em andamento. O processo agora está em fase de desenvolvimento industrial em um contrato firmado entre a Zinux, uma empresa de inovação, Senai e Embrapa.

Fonte: Embrapa

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