Avanço de pragas e clima instável desafiam safra de milho no país
Foto: Freepik

Bruno Caetano
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O avanço da segunda safra de milho no Brasil ocorre em um cenário de atenção crescente no campo. Apesar de uma área maior plantada e expectativa de produção robusta, fatores como pragas e irregularidade climática já impactam o potencial produtivo em regiões-chave.
O país segue entre os principais produtores globais do grão, com participação relevante no abastecimento mundial. Para a safra 2025/2026, a área cultivada deve se aproximar de 23 milhões de hectares, com leve expansão em relação ao ciclo anterior. Ainda assim, a produção estimada indica recuo, reflexo direto das condições enfrentadas nas lavouras.
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A segunda safra, responsável pela maior parte do milho produzido no país, concentra os principais riscos. A dependência de chuvas em fases críticas do desenvolvimento da cultura tem gerado preocupação, especialmente em estados do Centro-Oeste e Sudeste, onde o regime hídrico tem sido irregular.
Além do clima, o avanço de pragas reforça o sinal de alerta. A cigarrinha-do-milho segue como uma das principais ameaças, tanto pelos danos diretos quanto pela transmissão de doenças que comprometem o desenvolvimento das plantas. Estimativas do setor apontam prejuízos bilionários ao longo dos últimos anos, com impacto significativo na produtividade.
Outro problema recorrente é o pulgão, que afeta o vigor das plantas ao se alimentar da seiva e ainda favorece a disseminação de viroses e fungos. A presença dessas pragas em estágios iniciais da cultura pode comprometer o desempenho da lavoura desde o início do ciclo.
Diante desse cenário, o manejo passa a ser determinante para o resultado da safra. O monitoramento constante das áreas cultivadas permite identificar focos iniciais e agir de forma mais precisa, evitando que a infestação se espalhe.
A tendência é de uma agricultura cada vez mais orientada por dados, com uso de tecnologias para cruzar informações climáticas, estágio da cultura e histórico da área. Esse tipo de ferramenta ajuda o produtor a definir o momento ideal de intervenção, reduzindo custos e aumentando a eficiência das aplicações.
Na prática, estratégias como escolha adequada de sementes, preparo do solo, manejo integrado de pragas e uso racional de insumos ganham ainda mais importância. Em um cenário de margens pressionadas, decisões antecipadas e bem fundamentadas fazem diferença direta na produtividade.
Com a combinação de clima instável e pressão de pragas, o milho brasileiro entra em mais uma safra desafiadora, onde a eficiência no campo deve ser decisiva para garantir resultados e manter a competitividade do país no mercado global.
Fonte: BASF
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