Presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia vai intermediar demandas da agricultura familiar no ES

A organização da agricultura familiar em cooperativas no Espírito Santo, expectativas e desafios foi tema da reunião conjunta das comissões de Agricultura e Cooperativismo da Assembleia Legislativa (Ales) nesta terça-feira (28).

“A agricultura familiar tem uma importância enorme para a economia capixaba. Segundo dados do Instituto de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão (Incaper), 75% das propriedades rurais do ES são familiares, essencial na oferta de alimentos com qualidade e diversidade. Uma das bases para fortalecer essa atividade é o sistema cooperativista, por isso nós estamos reunidos com representantes de arranjos produtivos da área e do Sistema OCB/ES, entidade que reúne as cooperativas”, justificou a deputada Janete de Sá, presidente da Comissão de Agricultura para realizar a reunião conjunta.

“Nosso objetivo é levantar todas as demandas da agricultura familiar e elaborar um documento para tentar viabilizar os gargalhos dos pequenos e médios agricultores de nosso Estado, que são os responsáveis pela a alimentação que chega no prato de todos os capixabas. Nossa atribuição vai ser elencar a reivindicações e enviar para as esferas cabíveis. O que for de nossa competência vamos construir legislações aqui na Assembleia. E o que for da alçada dos governos estadual e federal vamos articular com os responsáveis”, concluiu a deputada.

O presidente da Cooperfruit, Cooperativa Agroindustrial de Garrafão, Washington Henrique Machado, falou sobre os principais desafios do setor. Ele explicou que a grande parte da comercialização de itens da agricultura familiar é feita por contratos com o poder público em conformidade com a Lei Federal 11.947/2009, que determina o investimento de 30% do valor repassado pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) na compra direta de produtos da agricultura familiar.

Atualmente, a Cooperfruit presta assistência aos 198 pequenos produtores cooperados na compra de insumos e na venda da produção. A cooperativa fornece alimentos para a Secretaria de Estado da Educação, prefeituras de Vitória, Afonso Cláudio e Santa Maria de Jetibá, Ufes, Ifes, dentre outras instituições.

“Nosso maior desafio é ampliar o percentual de venda ao poder público. É importante que as instituições entendam a importância da aplicação correta dos recursos, da aquisição de no mínimo 30%. O mínimo é satisfatório, mas é possível aumentar para estimular o desenvolvimento da agricultura familiar e proporcionar uma alimentação de qualidade na merenda escolar”, reforçou ele.

O presidente da cooperativa ainda destacou outras demandas. Uma delas é reduzir o ICMS dos produtos da agricultura familiar para comercialização de itens da alimentação escolar em outros estados. Outra necessidade refere-se à destinação, pela Secretaria de Estado de Agricultura (Seag), de uma loja no Ceasa para as cooperativas de agricultura familiar.

Machado também solicitou aos deputados leis que viabilizem e garantam a produção sustentável de modo a assegurar “a permanência dos agricultores no meio rural com qualidade de vida”.

De acordo com a OCB, no ES existem, atualmente, 29 cooperativas agropecuárias registradas, sendo 16 de base familiar.

O analista de Monitoramento do Sistema OCB/ES, Creiciano Garcia, explicou que a entidade representa as cooperativas e as auxilia com monitoramento, estudos e assessoria técnica. Entre as ações desenvolvidas, Creiciano destacou que são feitas reuniões setoriais para ouvir as demandas dos cooperados e propor medidas de fortalecimento como opções de acesso a novos mercados.

“Nós intermediamos a relação das cooperativas junto a parceiros como Incaper, secretarias de Agricultura e de Educação para a promoção de mercados e fortalecimento das cooperativas de agricultura familiar”, disse.

Fonte: Assessoria de Imprensa da deputada Janete de Sá

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