Produtores apostam em tecnologia para reduzir perdas causadas por compactação do solo

Foto: Júnior Knoff

Bruno Caetano

Anúncio

A compactação do solo segue como um dos principais fatores que limitam a produtividade agrícola no Brasil, impactando diretamente a infiltração de água, o desenvolvimento das raízes e o rendimento das lavouras. Diante desse cenário, novas tecnologias começam a ganhar espaço como alternativa para reduzir perdas, especialmente em regiões com histórico de estiagem.

Uma dessas soluções aposta em um sistema de descompactação que atua sem revolver excessivamente o solo, preservando a estrutura do plantio direto, prática amplamente adotada no país. O equipamento utiliza hastes curvas e um padrão de sulcos desencontrados para romper camadas compactadas e, ao mesmo tempo, manter a palhada na superfície.

Anúncio

Na prática, o efeito aparece na dinâmica da água no solo. Com maior infiltração e retenção, há redução do escorrimento superficial, inclusive em áreas inclinadas, além de melhor aproveitamento de nutrientes pelas plantas.

Segundo o diretor da Agross do Brasil, Silmo Lourenço de Ávila, a proposta da tecnologia é atacar um problema recorrente no campo. “O Vollverini nasceu para resolver um problema real do produtor rural: a perda silenciosa de produtividade causada pela compactação do solo. Desenvolvemos uma tecnologia que permite descompactar com eficiência, preservar o sistema de plantio direto e transformar a capacidade do solo de armazenar água”, afirma.

Dados do setor indicam que a compactação pode reduzir a produtividade em até seis sacas por hectare, o que representa impacto financeiro relevante em áreas maiores, especialmente em culturas como soja e milho.

No campo, produtores já relatam ganhos práticos. É o caso de Volnei Zandoná, que realizou comparativos na propriedade. “Percebemos um serviço diferenciado, com raízes mais profundas e melhor desenvolvimento das plantas, o que naturalmente se transforma em maior produtividade”, diz. Segundo ele, o incremento chegou a cinco a seis sacas por hectare.

Além do ganho produtivo, a tecnologia também busca reduzir custos operacionais. O sistema exige menor esforço de tração em comparação aos descompactadores convencionais, o que diminui o consumo de combustível e o desgaste de máquinas.

O uso não se limita às lavouras de grãos. A solução também tem sido aplicada na recuperação de pastagens degradadas e em áreas compactadas pelo pisoteio de gado, ampliando o uso em sistemas integrados de produção.

Com a pressão por eficiência e resiliência no campo, tecnologias voltadas à melhoria da estrutura do solo tendem a ganhar espaço, principalmente em um cenário de maior irregularidade climática e necessidade de uso mais eficiente dos recursos naturais.

Fonte: Agross do Brasil

Anúncio

Anúncio

Últimas notícias

Prazo para agricultura familiar fornecer alimentos à rede estadual termina na próxima semana

Foto: Divulgação/Seag Cooperativas e associações da agricultura familiar interessadas em fornecer alimentos para ...

Após temporal devastador, produtor rural encontra no Sicoob força para continuar

Fotos: Julio Huber Texto: Julio Huber e Bruno Faustino Entre as montanhas de ...

Decreto cria tributação para filé de tilápia importado do Vietnã

Foto: Julio Huber O Governo de São Paulo oficializou um decreto que passa ...

Proposta dos EUA preserva café, carne e minério; confira os produtos que escapam da tarifa de 25%

Foto: Freepik A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa ...

China dá sinal verde ao status sanitário brasileiro e reforça confiança no agro

Foto: Freepik A relação comercial entre Brasil e China ganhou um novo impulso ...